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terça-feira, 25 de setembro de 2018
25 de Setembro: Dia do Rádio - Conheça um pouco da história do rádio bonitense
A história do rádio em Bonito é bastante antiga, data-se de 50. Entre os anos de 58 e 59 existiu na cidade a Rádio Ouro Verde. Depois de 40 anos o município voltou a ter uma emissora de rádio. Em 1998, foi fundada pelo Monsenhor Miguel José, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, a Rádio Rio Bonito FM. Em 2005, o município ganhou mais uma emissora de rádio, desta vez um emissora comercial. O ex-prefeito do Bonito, Valdomiro de Souza Lima, fundou a Verdade FM.
RIO BONITO FM - A Rio Bonito FM é uma emissora comunitária. Fundada em agosto de 1998, a emissora ganhou o coração dos bonitense. Um programação eclética que atende a todas as camadas sociais.
A emissora é a principal fonte de programas religiosos, seja católico ou evangélico, e até mesmo com um programa espírita. A Rio Bonito foi escola para muitos radialistas, esses marcaram a história do Rádio bonitense, como os saudosos Amaro Freire, Henrique Lima e Marinho Gordo.
Hoje a emissora é composta por vozes experientes como as dos radialistas Vieira Silva e Josimar Pontes, e por jovens como Leandro Silva e Fagner Lacerda.
VERDADE FM - A Rádio Verdade FM é uma emissora comercial, abrange mais de 55 município de Pernambuco e Litoral Alagoano. A emissora já teve grandes nomes do Rádio pernambucano como os radialistas Antônio Silva, Rone Filho e Warner Siqueira.
Hoje a emissora tem uma vasta programação e compõe o seu quadro com nomes como Heleno Rosa, Jamili Casoy, Silvana Sales, Luciano Maizena e Geobe Souza.
terça-feira, 7 de março de 2017
200 Anos da Revolução Pernambucana
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| Reprodução/Internet |
Quando a Corte portuguesa abandonou Portugal e estabeleceu-se no Brasil, fugindo da invasão napoleônica, adotou uma série de medidas econômicas e comerciais que geraram crescente insatisfação da população colonial. A implantação dos novos órgãos administrativos governamentais e a transmigração da Corte e da família real portuguesa exigiram vultosas somas de recursos financeiros. Para obtê-las, a Coroa lusitana rompeu com o pacto colonial, concedendo inúmeros privilégios à burguesia comercial inglesa, e criou novos impostos e tributos que oneraram as camadas populares e os proprietários rurais brasileiros.
Ideais liberais em Pernambuco
Em nenhuma outra região, a impopularidade da Corte portuguesa foi tão intensa quanto em Pernambuco. Outrora um dos mais importantes e prósperos centros da produção açucareira do Nordeste brasileiro, Pernambuco estava atravessando uma grave crise econômica em razão do declínio das exportações do açúcar e do algodão. Além disso, a grande seca de 1816 devastou a agricultura, provocou fome e espalhou a miséria pela região. A insatisfação popular, que já era grande, generalizou-se diante dos pesados tributos e impostos, cobrados pelo governo de dom João.
Foi também em Pernambuco, que os princípios de "liberdade, igualdade e fraternidade", que compunham os ideais da Revolução Francesa de 1789, encontraram "solo fértil" para circular e se propagar. Coube as sociedades secretas e ao maçons, a organização de permanentes e acirrados debates sobre as novas doutrinas revolucionárias, com o propósito de avaliar a adequação dessas ideias à situação de crescente insatisfação da população colonial da região do Nordeste brasileiro. Destacaram-se neste trabalho, os padres João Ribeiro e Miguelinho, e os líderes maçons Domingos José Martins e Antônio Cruz.
Governo provisório
O movimento de revolta ainda estava em sua fase preparatória, quando o governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro tomou conhecimento da conspiração, ordenando, em seguida, a prisão imediata dos envolvidos. Porém, os pernambucanos rebeldes conseguiram resistir ao cerco das tropas militares oficiais. Esse fato é considerado como o estopim da rebelião, que rapidamente ganhou força. Diante disso, o governador fugiu do palácio, mas foi preso pelos rebeldes.
Os rebeldes tomaram o palácio e em pouco tempo dominaram Recife. Os líderes da rebelião chegaram a constituir um governo provisório, composto por representantes de várias classes sociais. A partir de então, para consolidar o movimento revolucionário, os rebeldes adotaram uma série de medidas de caráter político e econômico com objetivo de obter o apoio da população e das elites locais. De imediato, o governo provisório ordenou a libertação dos presos políticos, aumentou o soldo dos soldados, aboliu os títulos de nobreza e extinguiu alguns impostos.
Falta de apoio e repressão
O governo provisório também organizou grupos de emissários, que ficaram encarregados de se dirigirem para as províncias do Norte e Nordeste para desencadear um movimento revolucionário mais amplo. Na Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte, porém, as tentativas malograram diante da repressão desencadeada por forças militares oficiais, e também pela falta de apoio popular. Em Pernambuco, dom João ordenou uma violentíssima repressão militar contra os revolucionários.
As tropas oficiais atacaram por terra e mar, cercando o porto de Recife com uma grande esquadra. O governo provisório durou 75 dias, os revolucionários pernambucanos foram derrotados. Os que não morreram em combate foram rapidamente presos. Todos os líderes revolucionários presos acabaram sendo sumariamente condenados à morte, entre eles: Teotônio Jorge, padre Pedro de Souza Tenório, Antônio Henriques e José de Barros Lima.
República e revolução
As lideranças do movimento revolucionário tinham como projeto político o estabelecimento de uma República e a elaboração de uma Constituição, norteadas pelos princípios e ideais franceses de igualdade e liberdade para todos. Mas, o ideário republicano dos rebeldes encontrou alguns limites de classe diante da questão do trabalho cativo. Para não perder o apoio dos proprietários de engenho locais, as lideranças do movimento revolucionário não chegaram a propor uma ruptura radical com a escravidão negra. Não obstante, a Revolução pernambucana, apesar do seu fracasso, entrou para a história como o maior movimento revolucionário do período colonial.
Por Renato Cancian
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Dr. Flávio Cabral poderá reeditar livros Bonito das caçadas às indústrias e Paraíso Terreal
Professor estará falando desse assunto no próximo sábado (03) no Programa de Amaro Freire.
O Professor da Unicap, Dr. Flávio José Gomes Cabral, relatou em sua rede social uma notícia que deixou muita gente feliz, principalmente os bonitenses. Segundo o próprio professor relatou, uma Editora do Sul do País está interessada em reeditar duas grandes obras primas, o Livro Bonito: Das Caçadas às Indústrias, de 1989, e Paraíso Terreal: A rebelião Sebastianista na Serra do Rodeador - Pernambuco 1820, que foi lançado em 2004.
Flávio Cabral estará falando do assunto no próximo sábado, dia 03, no programa A Hora da Notícia, com o comunicador Amaro Freire, na Rio Bonito 104,9 FM. Veja abaixo o texto na íntegra postada pelo Dr. Flávio Cabral.
"Caros amigos e em particular os bonitenses. É com alegria que participo que uma grande editora do Sul do país entrou em contato comigo para reeditar dois livros meus que estão esgotados. O "Bonito: das caçadas às indústrias", de 1989, e o "Paraíso terreal: a rebelião sebastianista na Serra do Rodeador. Pernambuco, 1820", lançado em 2004. Quanto a este até compreendo o interesse, trata-se de uma obra acadêmica.
O primeiro escrevi para a população bonitense longe das exigências da academia. Pois bem, perceberam o interesse diante da demanda. Estou tentando ajustar as obras, principalmente a primeira já com 29 aninhos. Ela sairá totalmente renovada uma vez que durante este tempo muita coisa apareceu.
Minhas idas e vindas em arquivos nacionais alargaram os horizontes e as pesquisas cresceram. A mesma editora se mostrou interessada em outro trabalho que estou escrevendo em co-autoria com o prof. Tiago (ambos somos professores da UNICAP) sobre a Revolução Pernambucana de 1817.
Neste sábado estarei em Bonito conversando sobre esses projetos no programa de nosso amigo Amaro Freire, na rádio Rio Bonito FM, às 11h, sobre essas novidades. abraço".
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| Livros lançados em 1989 e 2014 se esgotaram (Foto: Reprodução) |
O Professor da Unicap, Dr. Flávio José Gomes Cabral, relatou em sua rede social uma notícia que deixou muita gente feliz, principalmente os bonitenses. Segundo o próprio professor relatou, uma Editora do Sul do País está interessada em reeditar duas grandes obras primas, o Livro Bonito: Das Caçadas às Indústrias, de 1989, e Paraíso Terreal: A rebelião Sebastianista na Serra do Rodeador - Pernambuco 1820, que foi lançado em 2004.
Flávio Cabral estará falando do assunto no próximo sábado, dia 03, no programa A Hora da Notícia, com o comunicador Amaro Freire, na Rio Bonito 104,9 FM. Veja abaixo o texto na íntegra postada pelo Dr. Flávio Cabral.
"Caros amigos e em particular os bonitenses. É com alegria que participo que uma grande editora do Sul do país entrou em contato comigo para reeditar dois livros meus que estão esgotados. O "Bonito: das caçadas às indústrias", de 1989, e o "Paraíso terreal: a rebelião sebastianista na Serra do Rodeador. Pernambuco, 1820", lançado em 2004. Quanto a este até compreendo o interesse, trata-se de uma obra acadêmica.
O primeiro escrevi para a população bonitense longe das exigências da academia. Pois bem, perceberam o interesse diante da demanda. Estou tentando ajustar as obras, principalmente a primeira já com 29 aninhos. Ela sairá totalmente renovada uma vez que durante este tempo muita coisa apareceu.
Minhas idas e vindas em arquivos nacionais alargaram os horizontes e as pesquisas cresceram. A mesma editora se mostrou interessada em outro trabalho que estou escrevendo em co-autoria com o prof. Tiago (ambos somos professores da UNICAP) sobre a Revolução Pernambucana de 1817.
Neste sábado estarei em Bonito conversando sobre esses projetos no programa de nosso amigo Amaro Freire, na rádio Rio Bonito FM, às 11h, sobre essas novidades. abraço".
quinta-feira, 21 de abril de 2016
José Milton Barbosa: Um bonitense torturado e morto durante o regime militar
José Milton foi enterrado com o nome falso de Hélio José.
Durante essa semana, o assunto mais falado, principalmente nas redes sociais foram as palavras do deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC). Durante o seu discurso na hora de votar a favor da abertura do Impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado lembrou o torturador Ustra, o chamando de "Pavor da Dilma". Ustra é acusado de ter torturado a presidente quando a mesma foi presa durante o regime militar.
Foi durante a ditadura militar (1964 a 1985) que as maiores atrocidades foram cometidas contra os que se opunham ao regime. Neste período os estudantes, os intelectuais, os engajados políticos, foram as principais vítimas do sistema que contestavam. Uma dessas vítimas do regime militar foi o bonitense, José Milton Barbosa.
José Milton Barbosa era dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN). Nasceu, em 22 de outubro de 1939, na região do Rodeadouro, em Bonito, Pernambuco. Filho e Maria das Dores de Paulo. Era sargento radiotelegrafista do Exército, formado pela Escola de Sargento das Armas, sendo cassado em 1964, com o golpe militar. Até fevereiro de 1969, era funcionário da SUNAB.
Em 1967, ingressou no curso de Economia da antiga UEG, atual UERJ, estudando até o 3º ano, quando por suas atividades políticas, foi forçado a entrar na clandestinidade, em 1969. Foi militante do PCB, do PCBR, do MR-8 e, por fim, da ALN, da qual se tornou dirigente regional.
Condenado, à revelia, pela 1ª Auditoria do Exército, em 14 de abril de 1972, à prisão perpétua. Pena esta que, em 30 de agosto de 1972 (quando já estava morto), caiu para 20 anos de reclusão. Teve seus direitos políticos cassados por 10 anos. Também foi condenado pela 2ª Auditoria da Aeronáutica - 1ª CIM à pena de 12 anos de reclusão. Assassinado em 5 de dezembro de 1971, pela repressão política no bairro do Sumaré, São Paulo.
Apesar de plenamente identificado, sendo sua morte inclusive noticiada pela imprensa através de nota oficial dos órgãos de segurança, o corpo de José Milton foi enterrado sob nome falso de Hélio José da Silva no Cemitério Dom Bosco, em Perús, São Paulo.
O laudo necroscópico, com nome falso foi assinado pelos médicos legistas Antônio Dácio Franco do Amaral e José Henrique da Fonseca que confirmam a morte em tiroteio nas Ruas Tácito de Almeida com Cardoso de Almeida, em São Paulo.
Livro: Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a partir de 1964
Miguel Arraes de Alencar
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| José Milton Barbosa (Reprodução) |
Foi durante a ditadura militar (1964 a 1985) que as maiores atrocidades foram cometidas contra os que se opunham ao regime. Neste período os estudantes, os intelectuais, os engajados políticos, foram as principais vítimas do sistema que contestavam. Uma dessas vítimas do regime militar foi o bonitense, José Milton Barbosa.
José Milton Barbosa era dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN). Nasceu, em 22 de outubro de 1939, na região do Rodeadouro, em Bonito, Pernambuco. Filho e Maria das Dores de Paulo. Era sargento radiotelegrafista do Exército, formado pela Escola de Sargento das Armas, sendo cassado em 1964, com o golpe militar. Até fevereiro de 1969, era funcionário da SUNAB.
Em 1967, ingressou no curso de Economia da antiga UEG, atual UERJ, estudando até o 3º ano, quando por suas atividades políticas, foi forçado a entrar na clandestinidade, em 1969. Foi militante do PCB, do PCBR, do MR-8 e, por fim, da ALN, da qual se tornou dirigente regional.
Condenado, à revelia, pela 1ª Auditoria do Exército, em 14 de abril de 1972, à prisão perpétua. Pena esta que, em 30 de agosto de 1972 (quando já estava morto), caiu para 20 anos de reclusão. Teve seus direitos políticos cassados por 10 anos. Também foi condenado pela 2ª Auditoria da Aeronáutica - 1ª CIM à pena de 12 anos de reclusão. Assassinado em 5 de dezembro de 1971, pela repressão política no bairro do Sumaré, São Paulo.
Apesar de plenamente identificado, sendo sua morte inclusive noticiada pela imprensa através de nota oficial dos órgãos de segurança, o corpo de José Milton foi enterrado sob nome falso de Hélio José da Silva no Cemitério Dom Bosco, em Perús, São Paulo.
O laudo necroscópico, com nome falso foi assinado pelos médicos legistas Antônio Dácio Franco do Amaral e José Henrique da Fonseca que confirmam a morte em tiroteio nas Ruas Tácito de Almeida com Cardoso de Almeida, em São Paulo.
Livro: Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a partir de 1964
Miguel Arraes de Alencar
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Bezerros x Bonito, a história de uma rivalidade
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| Amauri - Foto: Reprodução Internet |
A rivalidade de brasileiros e argentinos vem de longe. Quem sabe se não foi copiada, no futebol, da rivalidade histórica nascida dos pegas entre Bonito e Bezerros nos idos dos anos 20?. Os rapazes do Silvestre Futebol Clube, de Bonito, enfrentando os jogadores da cidade vizinha.
Conta Walter Ramalho, meu companheiro da Casa do Estudante do Derby nos anos 50, engenheiro e escritor, uma historinha interessante em um dos seus inúmeros livros publicados – “Pra Não Esquecer"- , que vale a pena aqui reproduzir, na onda da quadrinha sobre o trem de Bonito, do avô de Ulisses Braga.
A história de Walter, contada em tom confessional, é de natureza íntima. Fala do repertório da mãe para fazer menino dormir. Não havia nenhuma exigência, qualquer melodia servia. Vez ou outra, conta Walter, ela “tauteava uma canção surgida em 1930 na cidade de Bonito – na ocasião em que lá morava –, quando o time de Bezerros fora lá jogar futebol e perdera feio”. A quadrinha dizia assim:
"Bonito é madeira
Que cupim não rói
Bezerros em campo
É sopa pra nós".
Que cupim não rói
Bezerros em campo
É sopa pra nós".
Mas não foi o que aconteceu mais adiante, nos anos 40, quando o time de Bonito foi a Bezerros e levou um chocolate de 9 x 0! Bonito ficou se queixando de que Bezerros tinha reforçado seu time com jogadores do Santa Cruz, campeão pernambucano na ocasião. Amauri (FOTO) e Toinho, irmãos, foram os donos do jogo, dominando a meia cancha. E o pior é que os dois irmãos, diziam, tinham nascido em Bonito e depois é que foram pelo pai registrados como bezerrenses em cartório de lá! Traição imperdoável. Filhos desalmados! Mas, mesmo assim, o vexame não se justificava...
Texto: Lenivaldo Moraes Aragão
Reprodução: Lucídio José Oliveira
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Um Pouco de História: As Festas de Nossa Senhora da Conceição
As festas de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira da Cidade, começaram quando Bonito ainda era um simples arruado. Os povoadores realizavam com simplicidade. Tudo não passava de uma romaria ao santuário da padroeira. Aos poucos, estas solenidades foram se tornando mais pomposas. As canoas, os pastoris, os coretos, os tabuleiros de bolos, os carroceis apareceram posteriormente. Houve épocas em que a festa da Conceição era a mais importante. As comissões saíam, percorrendo cidades e vilas, afim de angariar donativos para a festa. Moças pregavam cravos na lapela dos rapazes: estes doavam óbolos para a festa. Havia bazares no pátio da Igreja. Tudo era animado. O que sempre entusiasmou o povo foram os velhos pastoris. Todos queriam ver o seu cordão ganhar. Havia verdadeira guerrilha pecuniária. O leilão, uma tradição da festa, corria animado. Homens, elegantes trajados. Mulheres, ostentando vestidos copiados dos figurinos franceses.
A tradicional missa das dez da manhã, reunia a sociedade de outrora. A antiquissíma imagem da padroeira, desaparecida do incêndio de 1912, tinha nessa época, restaurado o seu belo manto, bordado a fio de ouro.. A procissão era acompanhada de muitos fiéis. À frente, o andor da santa homenageada; seguindo-o de São Sebastião, o do Coração de Jesus e o de São José. Meninas, vestidas de anjos, acompanhavam o cortejo.
Ao tempo do Pe. Chicó, as festas da padroeira eram realizadas da seguinte maneira: Havia, todos os dias, novenas cantadas, maestradas por Manoel Anacleto de Souza - Sr. Minéu. Os cantores eram: Manoel Bezerra de Melo, João Brayner (Joca), Saturnino Crisóstomos e João Gomes. Os versos eram tirados por Artur Gomes.
Como a missa era celebrada em Latin, sobressaíam os Canto Domini, Pater Noster, Ladainha em duas vozes, Tedeum, Tantum Ergo, Bênção do Santíssimo Sacramento e o Cântico final. Com o passar dos tempos, os cânticos sagrados passaram a ser comandados pelo Dr. Plácido de Souza, juntamente com os figurantes do grupo: Henrique Bezerra de Melo, Antônio Simplício Gomes da Silva, Manoel Bezerra de Melo, Oséis Telegrafista, Fraterno Cabral, Manoel Eduardo, Dolores Cardona, Olindina, Angélica e Josefa Maciel Monteiro, Antônio Lins, Maria Valéria (contralto), Josefa Lima, Francisquinha Melo e Francisquinha Bezerra. Os cânticos eram ainda acompanhados pelo Dr. Plácido de Souza, no saxofone ou clarinete, Esdras Emiliano de Souza, no trombone e Pedro Gomes Cabral na tuba.
Texto retirado do Livro: Bonito: Das Caçadas às Indústrias do Professor Dr. Flávio José Gomes Cabral
domingo, 14 de abril de 2013
No Dia Internacional do Café, conheça a história da cultura cafeeira em Bonito
A
sua exploração no território do Bonito foi um pouco tardia. Pioneiros
neste ramo foram o português José Francisco Veloso e o Cel. Félix
Fernandes Portella. O primeiro desenvolveu o cultivo da rubiácea numa
das serras do Macaco, depois Veloso. "O Imparcial", antigo jornal do
Bonito, na circulação do dia 2 de março de 1935, notificou o Ato nº 9 do
então Prefeito Gonçalo Sabino Pinheiro, em que o mesmo resolveu colocar
nomes de pessoas ilustres em várias escolas da Zona Rural do município.
Entre alguns nomes estava o do Coronel Félix Fernandes Portella, por
ter sido o iniciador do plantio cafeeiro no Bonito e o primeiro a
exportar a primeira remessa à Capital da Província.
Dispondo o Bonito de terras apropriadas à cultura cafeeira, esta
foi-se multiplicando consideravelmente, tanto que, por volta do terceiro
quartel do século XIX, o bonito se avantajara perante os demais centros
produtores da rubiácea na Província.
A cultura de café preponderou sobre as demais culturas econômicas
até a metade do século passado. Sua estagnação foi registrada quando o
processo de industrialização conseguiu firmar-se no Brasil; é que a
monocultura do café deixou de constituir o sustentáculo da economia do
País e em particular a do município bonitense.
No Bonito, a cultura cafeeira beneficiou-se dos seguintes fatores:
condição ecológica favorável, fertilidade do solo, baixo custo do
investimento para a compra de equipamentos, ociosidade de mão-de-obra
escrava provocada pela decadência da cultura da cana-de-açúcar.
Segundo Pereira da Costa, a produção do café no município, em 1872,
atingiu a 800 arrobas; em 1873, a 1.300; em 1874, a 5.000; e em 1876,
depois da provisão necessária para o abastecimento local, enviava para a
Capital um comboio com 110 sacas. Isto ocorreu em 6 de março daquele
ano. O desembarque se deu na antiga Rua do Queimado, a hoje Duque de
Caxias, e constituiu uma das mais concorridas festas já celebradas no
Recife de então. Tal festa foi patrocinada pala Associação Comercial do
Recife. Logo
ao amanhecer daquele dia, grande multidão de povo de todas as classes
sociais, afluía para o ponto do esperado comboio, o extremo da Rua
Imperial, hoje Oitenta e Nove, e por todas aquelas em que tinha de
passar o caminho para o edifício da Associação Comercial.
(*) Diário de Pernambuco. Coluna Há um Século - 3.10.1980
(**) Bonito Jornal, ano 1, 3.5.1930, nº 3.
Fonte: Livro: Das Caçadas às Indústrias - Flávio José Gomes Cabral
Às 9 horas da manhã chegou a expedição, e depois de delirantemente
recebidas entre aclamações que a um só tempo rebentaram, inumeráveis
girândolas de foguetes e o toque festivo do Hino Nacional executado por
todas as bandas, partiu a expedição entre imenso cortejo, que foi assim
disposto. Depois das bandas de músicas dos corpos de guarnição que
rompiam o préstito, seguiu-se o pavilhão nacional e os membros das
Associações Comercial Beneficente e Agrícola, e depois o imenso concurso
de povo, calculado em número superior a 4.000 pessoas. Seguía-se então o
comboio, composto de 55 cargas de café, conduzidas por cargueiros que
traziam aos chapéus topes de fita das coras nacionais.
À frente do comboio caminhava um velho sertanejo a cavalo, com um
lindo ramalhete de flores naturais, trajando a roupa original de que
usam os sertanejos almocreves. Em seguida vinha três carros da Companhia
Locomotiva enfeitados com os arcos de folha de canela, fumo e café,
conduzindo o primeiro uma banda de música, e o segundo 80 latas com fumo
de corda e 5 fardos com folhas próprias para o fabrico de charutos,
também de produção do Bonito. Fechavam o préstito 11 carroças da
Sociedade União Industrial Beneficente, puxadas por bois enfeitados e
cobertos de ricos panos de labirinto, crochê e rendas.
Chegando o séquito à sede da Associação Comercial, realizou-se ali
uma sessão solene, principiando com a aposição do quadro de honra na
sala da referida Associação. Depois dessa solenidade, teve início o
leilão das 110 sacas de café. O produto da arrematação atingira a soma
de 14:782$000.
O objetivo da Associação Beneficente era mostrar a importância da
preciosa rubiácea e incentivar o seu cultivo na Província. E, para maior
júbilo, a festa da recepção do primeiro comboio de café entrado no
Recife, teve farta divulgação em todos os jornais da Capital
pernambucana. Diz ainda Pereira da Costa, que o evento animou a todos os
cafeicultores da Província. A Associação Comercial, no objetivo de
difundir o cultivo de café, mandou editar e distribuir uma "Descrição
dos festejos promovidos pela Associação Comercial Beneficente, para
receber o comboio vindo da Vila do Bonito, em 1876.
Por
essa época, o município do Bonito tinha ceca de 109 plantações de
cafeeiros, que, segundo o aludido escritor, atingiram a 530.000 pés,
possuindo, cada uma, de 500 a 20.000 pés. E em 1877, por sinal um ano de
crise, devido à saca, tal montante elevou-se a 800.000 pés, em 1878, o
município chegou a dois milhões de plantas, as quais produziram 60.000
mudas, que foram plantadas em 1873.
Nas duas última décadas do Século XIX, destaca-se o Comendador
Francisco Benício das Chagas, um grande cafeicultor e incentivador dessa
cultura. Na sua propriedade, Barra Nova, em 1880, criou um engenhoso
invento para despolpar café, movido a água. "A roda do motor, que move o
maquinismo, em uma das extremidades do serrilho tem um rodete dentado,
que trabalhava conjugado a outros, colocados no serrilho que move as
mãos do pilão"(*)
O café bonitense era tido como um dos melhores de Pernambuco. Quando
chegava ao Recife, atraia de imediato os compradores. O Diário de
pernambuco que circulou em 19 de fevereiro de 1891, fez o seguinte
anúncio sobre o café do Bonito
"Aos
apreciadores do café - o estabelecimento do Sr. João Francisco Lopes, à
Rua Duque de Caxias nº 54, acaba de receber, e expor à venda, não só
excelentes máquinas para despolpar, e ventiladores para limpar e separar
os tamanhos do grão do café, como porção do Bonito."
O Comendador Benício foi um dos maiores cafeicultores que o Bonito
possuiu. sua propriedade, à época, era tida como a que possuía as
melhores condições de aumentar o cultivo do café. Além do mais, aquele
proprietário vivia a par da situação cafeeira nacional, e procurava
estimular a cultura da rubiácea em seus domínios. Do "Diário de
Pernambuco" do dia 24 de maio de 1981, fazemos a transcrição da coluna
"Há um Século".
"Publicação
a Pedido - Agricultura - Com o fim de aperfeiçoar o plantio na Comarca
do Bonito, seguiu ontem no vapor Pernambuco, o Sr. Coronel Francisco
Benício das Chagas, que vai com o propósito de visitar as principais
fazendas de café das províncias do Rio, S. Paulo e Minas; é uma viagem
que pode trazer muitos bons resultados, para o cultivo do café nesta
Província, e com especialidade no Bonito, onde é o mesmo coronel um dos
agricultores deste gênero mais adiantados; fazemos votos para que seja
seu louvável intento coroado do mais feliz êxito. Recife, 24 de maio de
1881."
A plantação cafeeira em 1894, alcançou no Bonito 600.000 pés,
produzindo cerca de 250.000 quilos de café, produção esta, superada
apenas pela de Triunfo.
Na década de 20, o café, alcançou progresso admirável. Na exposição
Intermunicipal realizada em Garanhuns, em 1928, foi o Bonito
considerado"o maior produtor da saborosa rubiácea". Para aquela cidade,
enviou o Bonito várias espécies da sua variada policultura. Como prêmio,
conquistou o município bonitense uma estátua-troféu, oferecida pela
Secretaria da Agricultura, simbolizando a vitória. Foi enfatizado pela
comissão julgadora, que o Bonito era o mais antigo produtor de café do
Estado, e seu produto considerado o mais gostoso.
Concorreu o Bonito em 1929, na "Exposição Internacional de Sevilha",
sendo distinguido como o município pernambucano de maiores
possibilidades, demonstradas através de grande variedade de amostras dos
seu produtos. Pelas razões expostas, foi conferida, ao Bonito, uma
medalha de ouro(**).
(*) Diário de Pernambuco. Coluna Há um Século - 3.10.1980
(**) Bonito Jornal, ano 1, 3.5.1930, nº 3.
Fonte: Livro: Das Caçadas às Indústrias - Flávio José Gomes Cabral
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Um Pouco de História
O Carnaval de Bonito (final)
O ano de 1919 foi marcado por um espetáculo muito vibrante, no cenário carnavalesco do Bonito. Esta alegria foi devida ao término da Primeira Guerra Mundial. Sobre o fato transcrevemos do Jornal "A Evolução", do dia 21 de fevereiro daquele ano, os relatos acerca dos blocos que homenagearam o evento.
"No domingo, um chic e bem organizado bando de distintas senhoras e senhoritas perambularam pelas ruas, em homenagem ainda aos aliados na grande catástrofe que passou. (...) Distintas e Bem confeccionadas representando as bandeiras das respectivas nações e mais a "Paz" e dois diplomatas improvisados. Distiguirmos nas suas fantasias ricas: Senhoras, Judith Mattos Portela, "Brasileira", Leonice Cabral Varejão, "Francesa", Firsia Souto Cabral, "Portuguesa"; Senhoritas: Julieta Mattos, "Americana", Dalila Mattos, "Belga", Hilda Vilar d'Azevedo, "Inglesa" , Dolores Cardona, "Italiana", Senhorinha Bezerra de Melo, "Sérvia", Maria Isabel, "Japonesa", Heronita Cabral, "Grega", Corina Gomes, "Romena", Deli Pontes, "Montenegrina", - a pequena Maria Aroucha, a "Paz", Senhores Firmino Cabral Filho e Athenor Lins Portella, "Diplomatas".
Em todos os momentos da história carnavalesca do Bonito, a banda musical, atuante à época, se encontrava presente. Sem deixar de se mencionar aqui a grande massa popular, que animava exuberantemente a festa.
O animadíssimo clube "Momos & Comos", já estinto, foi fundado no carnaval de 1920. O Jornal "A Evolução", que circulou no dia 21 de fevereiro do mesmo ano fez-lhe o comentário de estréia:
"Na segunda-feira exibiu-se o clube "Momos & Comos", com seu belo préstito de lindo carros e hilariantes críticas. O seu estandarte que foi conduzido por um jóquei a cavalo, é um trabalho bem feito e de gosto, e primoroso e artístico desenho em veludo, com enfeites. (...) À frente do séquito, o porta bandeira transitou ladeado por garboso esquadrão de lanceiros, em número de doze cavaleiros, junto ao esquadrão, seguia uma sofrível orquestra, a qual acompanhava três figuras engraçadas: "Praciano", "Jeca-Tatu" e "Mané Chique-Chique". Vinha depois , o carro chefe. Uma linda flor encarnada, continha, entre suas pétalas, bem elevada, uma encantadora criança de verde, uma perfeita esperança, na sua significação imaginária. após esse carro, uma espirituosa crítica ao feminismo. Um moço sintetizava esse pedido, animando uma jovem senhora, já exaltada pela doutrina que prega a igualdade do belo e do feio. ao lado desta, o marido, um pequerrucho, com um utensílio para acalentá-la, impugnava, quase vencido, a exaltação da mulher."
O segundo carro, apresentado por esse clube, era uma gigantesca cabeça de burro, seguido por um outro representando cinco navios com as bandeiras brasileiras e alemãs. Entre dois espaços, um caboclo, com a bandeira nacional. e uma menina, com as cores francesas. Essa última, lá no navio francês. Os carros estavam ladeados com as figuras de "Zé Povo" e a "Diplomacia", a discutirem o caso dos navios que a Nação brasileira alugou à França. por final, fechava o desfile, um carro cotendo enorme sol, com a denominação - "poeria do sol".
Outrora, um dos reis momos mais famosos foi Antônio Simplício Gomes da Silva. Durante toda a época dos festejos de momo, havia um prato tradicional - o filhós, preparado por Nainha, Pajeú e Antônia Ferreira de Albuquerque (minha avó pelo lado paterno).
Para animar as tarde momescas, existiam as limas-de-cheiro, feitas de cera e recheadas de um líquido perfumado, em cores várias. Das antigas brincadeiras do período momesco, a lima-de-cheiro era a mais solicitada, devido às mútiplas cores que possuíam. Quando o folião a atirava em alguém, a vítima ficava com as vestes coloridas e perfumadas, desaparecendo-lhe, em pouco tempo, o artifício das cores.
Hoje, infelizmente, nada disso existe mais. pala manhã o mela-mela, à tarde alguns blocos saem à rua. As batalhas de confetes e serpentinas desapareceram. O corso, tão animado outrora, tornou-se melancólico. O carnaval bonitense, com o passar do tempo, está perdendo a sua rica tradição.
Fonte:
Livro: Bonito: Das Caçadas às Industrias
Flávio José Gomes Cabral
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Um Pouco de História
O Carnaval de Bonito (parte 1)
A introdução do carnaval no meio bonitense vem dos finais do século IX. No início do século XX, o Bonito ficou famoso pelos seus carnavais. Bailes, troças, cantos, fantasias, máscaras, serpetinas, bisnagas-de-cheiro e confetes fascinavam as tardes e as noites de momo. No início era o ENTRUDO, como em todo o Brasil. A empolgação foi geral, a ponto de se formarem verdadeiras batalhas nas ruas, cujas armas eram a farinha de trigo, a goma-de-cheiro, e , pela tardinha, confetes, serpentinas e limas-de-cheiro, estas, hoje fora de uso. As famílias da localidade preparavam-se, antecipadamente, para o desfile dos dias momescos.
As antigas troças, aos poucos, foram substituídas pelos clubes e suas evoluções. Dos principais clubes, que passaram pela vida da comuna no decorrer das primeiras décadas do século XX, citam-se o de João Bento da Cruz, e, com maior atuação entre os anos de 1912 e 1922, o Sr. José de Carvalho L'Amour. Este último, exibía-se com esmero, fascinava os foliões. Houve ano em que sua alegoria era um enorme avião, fato este, ainda presente na memória dos saudosistas. Outros clubes surgiram, tais como: "Caiadores", "Vassourinhas", "Abanadores", "Pra Você Ruer", "A Moreninha", "Pierrot", "Bloco Sem Nome", "Imigrante Português", "Penetras", "Dezoito de Fevereiro", "Momos & Comos" e outros mais.
Além do chamado carnaval de rua, havia o carnaval de clubes. Destes, sobressaia-se o Grêmio Polimático do Bonito, o qual abria suas portas à tardinha, prolongando-se os festejos até a madrugada. além dos blocos citados havia "os Lenhadores". Depois, apareceu o das "Flores". O primeiro surgiu em 1924, saia da casa de João Varanda, na antiga Rua do Cuba. Ao sair da sede, percorria o Jucá e tomava o destino da Rua da Coluna de São Pedro, daí dirigindo-se à Rua do Comércio, tocando a marcha da agremiação, "Canhão 75". O Bloco das Flores, que há tempo não desfila, era comandado pela animadíssima Côco, falecida em São Paulo. Fazia tudo para o nosso "verde-rosa", desfilar triunfalmente na Avenida. O tempo encarregou-se de extinguir esse bloco.
Por volta dos primeiros anos do século XX, existia no Bonito, o "maracatu". Este saia em grande pompa, vestido ricamente com trajes nobres. Rei, rainha, príncipes e outros personagens da corte, desfilavam pelas principais artérias das cidades. Na Boa Vista, existia um que pertencia a Manoel Jatobá e quem puxava o préstito era João Biu. A rainha era filha do próprio dono do maracatu. Percorria a Boa Vista, entrava na Rua da Coluna de São Pedro, daí se dirigindo para o pátio da Igreja de São Sebastião; aí soltavam foguetes; a seguir, percorria as principais ruas da cidade.
Um outro grupo pitoresco dos carnavais antigos era o "bumba-meu-boi". Este esta quase desaparecendo, os bumbas-meu-boi de antigamente possuíam vários personagens, as quais, davam ao bailado um aspecto bastante interessante e divertido. Mateus, quase sempre representado por Pedro Gomes Cabral, o Engenheiro, o Médico, a Catirina, a Morte (desfilava com uma grande foice na mão), os Urubus, o Padre, Mané Pequenino, o Cavalo Marinho, Sá Marica (vestida de renda). Várias personagens e cantores seguiam entusiasticamente o bumba-meu-boi de outrora.
Fonte:
Livro: Bonito: Das Caçadas às Indústrias
Flávio José Gomes Cabral
sábado, 8 de dezembro de 2012
Um pouco de história
Festa de Nossa Senhora da Conceição
As festas de N. S. da Conceição, Padroeira da Cidade, começaram quando o Bonito ainda era um arruado. Os povoadores realizaram-nas com simplicidade. Tudo não passava de uma romaria ao santuário da padroeira. Aos poucos, estas solenidades foram se tornando mais pomposas. As canoas, os pastoris, os coretos, os taboleiros de bolos, os carrosséis apareceram posteriormente. Houve época em que a festa da Conceição era a mais importante. As comissões saiam, percorrendo cidades e vilas, afim de angariar donativos para a festa. Moças pregavam cravos na lapela dos rapazes, estes doavam óbolos para a festa. Havia bazares no pátio da igreja. Tudo era animado, o que sempre entusiasmou o povo foram os velhos pastoris, todos queriam ver o seu cordão ganhar. Havia verdadeira guerrilha pecuniária. O leilão, uma tradição da festa, corria animado. Homens, elegantemente trajados, mulheres ostentando vestidos copiados dos figurinos franceses.
A tradicional missa das dez da manhã, reunia a sociedade de outrora. A antiquíssima imagem da padroeira desaparecia no incêndio de 1912, tinha nessa época, restaurado o seu belo manto, bordado a fio de ouro. A procissão era acompanhada por muitos fiéis. A frente, o andor da santa homenageada; seguindo-o o de São Sebastião, o do Coração de Jesus e o de São José. Meninas, vestidas de anjos, acompanhavam o cortejo.
Ao tempo do Pe. Chicó, as festas da padroeira eram realizadas da seguinte maneira: Havia, todos os dias, novenas cantadas, maestradas por: Manoel Anacleto de Souza - Sr. Minéu. Os cantores eram: Maniel Bezerra de Melo, João Brayner (Jóca), Saturnino Crisóstomo e João Gomes. Os versos eram tirados por Artur Gomes.
Como a missa era celebrada em Latim, sobressaiam os Canto Domini, Pater Noster, Ladainha em duas vozes, Tedeum, Tantum Ergo, Bênção do Santíssimo Sacramento e o Cântico final. Com o passar dos tempos, os cânticos sagrados passaram a ser comandados pelo Dr. Plácido de Souza, juntamente com os figurantes do grupo: Henrique Bezerra de Melo, Antônio Simplício Gomes da Silva, Manoel Bezerra de Melo, Oséis Telegrafista, Fraterno Cabral, Manoel Eduardo, Dolores Cardona, Olindina, Angélica e Josefa Maciel Monteiro, Antônio Lins, Maria Valéria (contralto), Josefa Lima, Francisquinha Melo e Francisquinha Bezerra. Os cânticos eram ainda pelo Dr. Plácido de Souza, no saxofone ou clarineta, Esdras Emiliano de Souza, no trombone e Pedro Gomes Cabral, na tuba.
fonte
Livro - Bonito: das caçadas às indústrias
Flávio José Gomes Cabral
terça-feira, 1 de maio de 2012
Um Pouco de História
Ataque dos Cabanos (parte 3)
As forças legais, vindas para salvar o Bonito, estavam sob o comando do Tte. Cel. José Francisco Vaz Carapeba. Soube-se, posteriormente, que, no dia 19 de dezembro, Torres Galindo havia se confinado na sua fazenda, a 6 léguas da Povoação do Bonito. O revolucionário Torres Galindo, depois de compartilhar das lutas com Timóteo, um dos Cabanos, passou a residir no Bonito na Fazenda Alexandria.
Chegando na área dos Cabanos a repercussão do movimento da Província do Ceará, cujo cabeça era Pinto Madeira, o governo pernambucano procurou de imediato ajudar os cearenses, enquanto que Torres Galindo procurou subornar adeptos para apoiar aquele rebelde cearense. O Juiz de Paz do Bonito, Capitão Manuel Bezerra de Mello, sabendo desse movimento, tratou de denunciá-lo à presidência da Província, pois Torres Galindo já estava preparando munições de pólvora, chumbo e armas para seguirem ao Ceará. Para combatê-lo, o Governo enviou cerca de vinte homens, que desastrosamente foram derrotados juntamente com o Tte. Mavignir, que saiu ferido.
Graças à atuação do Bispo de Pernambuco, D. João da Purificação Marques Perdigão, em 1835 os insurretos depuseram as armas, extinguindo a revolta dos Cabanos, que vinha varrendo a população interiorana.
Vendo que aquela revolta ia prolongar-se por muito tempo, D. João da Purificação, empenhou-se na luta de ajudar ao governo, procurando conversar com os revoltosos e mostrar-lhes o bom caminho. Por isso, percorreu todos seus domínios espirituais, na ânsia de dialogar com o caudilho Vicente de Paula.
Estando em visita na Povoação da Água Preta, não pôde se ter com Vicente de Paula, porque este pressentiu que estava sendo perseguido pelas forças legalistas. E assim, embrenhou-se com seus famintos homens pelas matas do Una, atravessando serras, até topar nas proximidades do Bonito. Sabendo dessa fuga, o Bispo de Pernambuco, segue as pegadas dos Cabanos e chega À Vila do Bonito, em fins de julho de 1835. Na sede do município, hospedara-se na residência do advogado Joaquim José Estêves, por não haver ainda casa paroquial, pois no espiritual da Vila do Bonito era pertencente a Freguesia de São José dos Bezerros.
Naquela Vila, sede de comarca, foi grande o número de curiosos e peregrinos afim de ouvirem as pregações daquele prelado, que no Bonito realizou alguns batizados, casamentos e outros atos que recomenda a Igreja Católica.
Habilmente informado onde poderia conversar com o chefe cabano, D. João da Purificação envia-lhe uma carta salientando o seu desejo de conhecê-lo, sem a intervenção policial. Marcado o encontro, o Bispo partiu do Bonito em direção de Vicente de Paula, o qual foi perdoado após confissão.
Livro: Bonito - Das Caçadas às Indústrias Flávio José Gomes Cabral
domingo, 22 de abril de 2012
Um Pouco de História
Ataque dos Cabanos (parte 2)
As ideias absolutistas levaram Torres Galindo a ser afastado das suas funções de Capitão-mor, fato que se deu logo após as agitações ocorridas no dia 6 de maio de 1831 e por determinação do Presidente da Província, Pinheiro de Vasconcelos. Torres Galindo tinha-se engajado, definitivamente, ao movimento.
Estando participando de uma rebelião desse movimento na Capital, no dia 17 de abril do ano seguinte, e sendo a mesma sufocada pelas tropas legais, terminou o ex-capitão-mor por refugiar-se no interior da Província, onde continuou seu programa de luta, o mesmo dos regressistas, que tinha como intenção instituir um novo Império no Norte do Brasil, cujo soberano seria evidentemente o ex-Imperador brasileiro, D. Pedro I. Ao foragir-se no interior, liderou vários movimentos facciosos em Bonito, Bezerros e Santo Antão, sendo sempre perseguido pelo Governo. Nessa região, Torres Galindo juntou-se ao bando de um tal Timóteo, com o qual promoveu varias guerrilhas e emboscadas, em diversos localidades. Tais movimentos, tinham por participantes gente humilde, residentes em cabanas, gerando daí o nome da revolta.
Sobre o ex-capitão Torres Galindo, o seu nome saiu estampado nas folhas da imprensa pernambucana, e numa delas foi tratado de "estúpido agricultor de algodão e acérrimo inimigo do Brasil". Em Panelas, os cabanos aliados a Torres Galindo, estabeleceram-se na Serra do Cafundó, em território da Lagoa dos Gatos, que à época era anexado a Panelas.
Como a área do Cafundó era próxima à Povoação do Bonito, foi aí estabelecido pelas forças legais, um recrutamento para combater os Cabanos em seus ataques. em muitos desses combates houve verdadeira destruição das tropas insurretas. Entre alguns homens que participaram ao lado das forças legalistas, notabiliza-se o Coronel Félix Fernandes Portella (que mais tarde torna-se-ia um dos grandes vultos da política bonitense), e que, posteriormente, escreveria um extenso relatório das suas campanhas no interior, contra os amotinados. Sabemos que Félix Portella era comandado pelo Capitão José Alves de Morais e, de certa feita, caiu ferido, sendo retirado do combate, voltando logo depois de sarado.
Em 28 de abril de 1832, a Câmara de Santo Antão endereçou um ofício ao Conselho Provincial, comunicando que o façanhudo Torres Galindo, ao amanhecer do dia 25, atacara uma força superior na Povoação de São José dos Bezerros.
Em dezembro daquele ano, chegou a Santo Antão a notícia de que os revolucionários Cabanos iam ocupar a Povoação do Bonito. Logo que soube, a Câmara de Santo Antão solicitou socorro ao Governo, para armar cidadãos, na defesa da localidade ameaçada. Os insurretos invadiram grande parte do território, havendo verdadeira emboscada na Fazenda Currais, hoje logradouro da atual Vila de Iuiteporã. Houve, naquela localidade, uma guerrilha, com muita perda de sangue entre as forças legais e os amotinados.
Livro - Bonito: das Caçadas às Indústrias
Flávio José Gomes Cabral
domingo, 15 de abril de 2012
Um Pouco de História
Ataque dos Cabanos
Continua...
Fonte: Livro - Bonito das Caçadas às Indústrias
Flávio José Gomes Cabral
A 180 anos acontecia em Pernambuco o movimento regressista dos Cabanos, a coluna Um Pouco de História irá contar em quatro capítulos a história do movimento.
Cabanos ou Cabanadas, foi uma revolta iniciada por um motim na Província pernambucana, em 1832, e que acabou por se alastrar no seu interior. O movimento foi liderado por Vicente Ferreira de Paula e por Antônio Timóteo.
Quando ocorreu a abdicação do trono brasileiro, por parte de D. Pedro I, em favor do seu filho menor, Pedro de Alcântara, futuro Pedro II, motivada pelos atos absolutistas e pela ingerência dos portugueses nos assuntos do Império, tornou-se o ex-imperador uma figura indesejável na sociedade brasileira. Ao mesmo tempo, o período Regencial que se iniciava, tornou-se bastante agitado: de um lado, os políticos divergiam, do outro as classes menos favorecidas exigiam melhores condições de vida.
Por toda parte, agitação. O grupo dos restauradores, absolutistas e em grande parte remanescentes do Partido Português, partidários do regresso do Imperador deposto organizava-se e liderava o movimento, que só admitia se chegar à solução dos problemas que afligiam o País, com o regresso de D. Pedro I.
Após a abdicação, que se deu em 7 de abril de 1831, vários conflitos políticos eclodiam, não somente no Recife, como também em algumas localidades do interior, todos motivados para forçar a volta do ex-imperador ao poder. Em um desses movimentos, na localidade de Santo Antão, encontrava-se o Capitão-mor da Vila, Domingos Lourenço Torres Galindo, que assumiu a chefia do movimento com o apoio de vários homens daquela localidade. Torres Galindo encontrava-se na sua propriedade no Bonito (Fazenda Alexandria), quando tomou conhecimento da abdicação, deslocando-se imediatamente para a Sede do Município (Santo Antão), afim de protestar contra o fato. Manteve-se, a partir daí, sempre fiel ao governo de posto, sendo, por isso mesmo, chamada várias vezes pelas as autoridades da Capital da Província, mais nunca se apresentou para prestar depoimento.
Continua...
Fonte: Livro - Bonito das Caçadas às Indústrias
Flávio José Gomes Cabral
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Um pouco de história
A Cultura Cafeeira (final)
(*) Diário de Pernambuco. Coluna Há um Século - 3.10.1980
(**) Bonito Jornal, ano 1, 3.5.1930, nº 3.
Fonte: Livro: Das Caçadas às Indústrias - Flávio José Gomes Cabral
Por essa época, o município do Bonito tinha ceca de 109 plantações de cafeeiros, que, segundo o aludido escritor, atingiram a 530.000 pés, possuindo, cada uma, de 500 a 20.000 pés. E em 1877, por sinal um ano de crise, devido à saca, tal montante elevou-se a 800.000 pés, em 1878, o município chegou a dois milhões de plantas, as quais produziram 60.000 mudas, que foram plantadas em 1873.
Nas duas última décadas do Século XIX, destaca-se o Comendador Francisco Benício das Chagas, um grande cafeicultor e incentivador dessa cultura. Na sua propriedade, Barra Nova, em 1880, criou um engenhoso invento para despolpar café, movido a água. "A roda do motor, que move o maquinismo, em uma das extremidades do serrilho tem um rodete dentado, que trabalhava conjugado a outros, colocados no serrilho que move as mãos do pilão"(*)
O café bonitense era tido como um dos melhores de Pernambuco. Quando chegava ao Recife, atraia de imediato os compradores. O Diário de pernambuco que circulou em 19 de fevereiro de 1891, fez o seguinte anúncio sobre o café do Bonito
"Aos apreciadores do café - o estabelecimento do Sr. João Francisco Lopes, à Rua Duque de Caxias nº 54, acaba de receber, e expor à venda, não só excelentes máquinas para despolpar, e ventiladores para limpar e separar os tamanhos do grão do café, como porção do Bonito."
O Comendador Benício foi um dos maiores cafeicultores que o Bonito possuiu. sua propriedade, à época, era tida como a que possuía as melhores condições de aumentar o cultivo do café. Além do mais, aquele proprietário vivia a par da situação cafeeira nacional, e procurava estimular a cultura da rubiácea em seus domínios. Do "Diário de Pernambuco" do dia 24 de maio de 1981, fazemos a transcrição da coluna "Há um Século".
"Publicação a Pedido - Agricultura - Com o fim de aperfeiçoar o plantio na Comarca do Bonito, seguiu ontem no vapor Pernambuco, o Sr. Coronel Francisco Benício das Chagas, que vai com o propósito de visitar as principais fazendas de café das províncias do Rio, S. Paulo e Minas; é uma viagem que pode trazer muitos bons resultados, para o cultivo do café nesta Província, e com especialidade no Bonito, onde é o mesmo coronel um dos agricultores deste gênero mais adiantados; fazemos votos para que seja seu louvável intento coroado do mais feliz êxito. Recife, 24 de maio de 1881."
A plantação cafeeira em 1894, alcançou no Bonito 600.000 pés, produzindo cerca de 250.000 quilos de café, produção esta, superada apenas pela de Triunfo.
Na década de 20, o café, alcançou progresso admirável. Na exposição Intermunicipal realizada em Garanhuns, em 1928, foi o Bonito considerado"o maior produtor da saborosa rubiácea". Para aquela cidade, enviou o Bonito várias espécies da sua variada policultura. Como prêmio, conquistou o município bonitense uma estátua-troféu, oferecida pela Secretaria da Agricultura, simbolizando a vitória. Foi enfatizado pela comissão julgadora, que o Bonito era o mais antigo produtor de café do Estado, e seu produto considerado o mais gostoso.
Concorreu o Bonito em 1929, na "Exposição Internacional de Sevilha", sendo distinguido como o município pernambucano de maiores possibilidades, demonstradas através de grande variedade de amostras dos seu produtos. Pelas razões expostas, foi conferida, ao Bonito, uma medalha de ouro(**).
(*) Diário de Pernambuco. Coluna Há um Século - 3.10.1980
(**) Bonito Jornal, ano 1, 3.5.1930, nº 3.
Fonte: Livro: Das Caçadas às Indústrias - Flávio José Gomes Cabral
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Um pouco de história
A Cultura Cafeeira (Parte 2)
Logo ao amanhecer daquele dia, grande multidão de povo de todas as classes sociais, afluía para o ponto do esperado comboio, o extremo da Rua Imperial, hoje Oitenta e Nove, e por todas aquelas em que tinha de passar o caminho para o edifício da Associação Comercial.
Às 9 horas da manhã chegou a expedição, e depois de delirantemente recebidas entre aclamações que a um só tempo rebentaram, inumeráveis girândolas de foguetes e o toque festivo do Hino Nacional executado por todas as bandas, partiu a expedição entre imenso cortejo, que foi assim disposto. Depois das bandas de músicas dos corpos de guarnição que rompiam o préstito, seguiu-se o pavilhão nacional e os membros das Associações Comercial Beneficente e Agrícola, e depois o imenso concurso de povo, calculado em número superior a 4.000 pessoas. Seguía-se então o comboio, composto de 55 cargas de café, conduzidas por cargueiros que traziam aos chapéus topes de fita das coras nacionais.
À frente do comboio caminhava um velho sertanejo a cavalo, com um lindo ramalhete de flores naturais, trajando a roupa original de que usam os sertanejos almocreves. Em seguida vinha três carros da Companhia Locomotiva enfeitados com os arcos de folha de canela, fumo e café, conduzindo o primeiro uma banda de música, e o segundo 80 latas com fumo de corda e 5 fardos com folhas próprias para o fabrico de charutos, também de produção do Bonito. Fechavam o préstito 11 carroças da Sociedade União Industrial Beneficente, puxadas por bois enfeitados e cobertos de ricos panos de labirinto, crochê e rendas.
Chegando o séquito à sede da Associação Comercial, realizou-se ali uma sessão solene, principiando com a aposição do quadro de honra na sala da referida Associação. Depois dessa solenidade, teve início o leilão das 110 sacas de café. O produto da arrematação atingira a soma de 14:782$000.
O objetivo da Associação Beneficente era mostrar a importância da preciosa rubiácea e incentivar o seu cultivo na Província. E, para maior júbilo, a festa da recepção do primeiro comboio de café entrado no Recife, teve farta divulgação em todos os jornais da Capital pernambucana. Diz ainda Pereira da Costa, que o evento animou a todos os cafeicultores da Província. A Associação Comercial, no objetivo de difundir o cultivo de café, mandou editar e distribuir uma "Descrição dos festejos promovidos pela Associação Comercial Beneficente, para receber o comboio vindo da Vila do Bonito, em 1876.
Fonte: Livro: Das Caçadas às Indústrias - Flávio José Gomes Cabral
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Um pouco de história
A Cultura cafeeira (parte 1)
A sua exploração no território do Bonito foi um pouco tardia. Pioneiros neste ramo foram o português José Francisco Veloso e o Cel. Félix Fernandes Portella. O primeiro desenvolveu o cultivo da rubiácea numa das serras do Macaco, depois Veloso. "O Imparcial", antigo jornal do Bonito, na circulação do dia 2 de março de 1935, notificou o Ato nº 9 do então Prefeito Gonçalo Sabino Pinheiro, em que o mesmo resolveu colocar nomes de pessoas ilustres em várias escolas da Zona Rural do município. Entre alguns nomes estava o do Coronel Félix Fernandes Portella, por ter sido o iniciador do plantio cafeeiro no Bonito e o primeiro a exportar a primeira remessa à Capital da Província.
Dispondo o Bonito de terras apropriadas à cultura cafeeira, esta foi-se multiplicando consideravelmente, tanto que, por volta do terceiro quartel do século XIX, o bonito se avantajara perante os demais centros produtores da rubiácea na Província.
A cultura de café preponderou sobre as demais culturas econômicas até a metade do século passado. Sua estagnação foi registrada quando o processo de industrialização conseguiu firmar-se no Brasil; é que a monocultura do café deixou de constituir o sustentáculo da economia do País e em particular a do município bonitense.
No Bonito, a cultura cafeeira beneficiou-se dos seguintes fatores: condição ecológica favorável, fertilidade do solo, baixo custo do investimento para a compra de equipamentos, ociosidade de mão-de-obra escrava provocada pela decadência da cultura da cana-de-açúcar.
Segundo Pereira da Costa, a produção do café no município, em 1872, atingiu a 800 arrobas; em 1873, a 1.300; em 1874, a 5.000; e em 1876, depois da provisão necessária para o abastecimento local, enviava para a Capital um comboio com 110 sacas. Isto ocorreu em 6 de março daquele ano. O desembarque se deu na antiga Rua do Queimado, a hoje Duque de Caxias, e constituiu uma das mais concorridas festas já celebradas no Recife de então. Tal festa foi patrocinada pala Associação Comercial do Recife.
Fonte: Livro: Das Caçadas às Industrias - Flávio José Gomes Cabral
domingo, 2 de outubro de 2011
Um pouco de história
Conflito entre Freguesias
No dia 7 de março de 1855, a Câmara do Bonito cientificou o Presidente da Província de uma questão suscitada pelo vigário do Altinho. Este não se conformando com a extensão da sua freguesia, afirmara que a divisão entre esta e a de Bonito estava incorreta. Na carta enviada ao Presidente da Província, José Bento da Cunha Figueiredo, a Câmara do Bonito expressava que a Freguesia de Altinho era "uma das maiores da Província e contém quatro capelas filiais, com seus respectivos administradores, além da Matriz, e está preparando um abaixo-assinado com pessoas de sua freguesia para que a Assembléia Provincial desmarque desta Freguesia uma boa extensão habitada que se denomina de Lagoa dos Gatos, próxima à povoação de Capoeiras (atual Belém de Maria) e distante desta Vila oito léguas, só porque aquele lugar já vai dando indícios de uma capela filial desta freguesia, que apenas conta por filial a capela de Capoeiras.
Frisava a Câmara do Bonito que aquele vigário estava equivocado, pois entendia ele que a linha demarcada entre ambas as freguesias passava pelo meio de uma lagoa, em terras do antigo distrito de Lagoa dos Gatos. A Câmara do Bonito contestava tal possibilidade afirmando que a hipótese do vigário de Altinho era incorreta e sem fundamento algum senão "o grande interesse que sempre teve aquele vigário de alongar a sua freguesia".
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Um Pouco de História
Há 100 anos, era fundado o Grêmio Polimático do Bonito, sua primeira sede, localizava-se à Rua Manoel Borba, conhecida como Rua Estreita. Nesta via pública, funcionou em mais de um prédio. Até o fim dos anos 90, o Grêmio Polimático do Bonito funcionou na Rua Manoel de Queiroz, onde hoje funciona o Coluna Show.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
UM POUCO DE HISTÓRIA
O Diário de Pernambuco que circulou no dia 29 de Janeiro de 1884, publicou o seguinte suelto sobre os festejos de São Sebastião:
"Bonito - Escreveram-se em 22 do corrente; no dia 20 do corrente teve lugar nesta vila a festa do glorioso mártir São Sebastião, que se venera em sua capela, havendo novenas, e com versos cantados pelo jovem João Brayner. No dia da festa houve missa solene oficializada pelo Revdm. Sr. Vigário, tendo deixado de haver o penegírico de São Sebastião, por causa do sacerdote não ter comparecido por incômodo de saúde. a tarde houve procissão que percorreu diversas ruas com os andores de N. S. da Conceição e São Sebastião acompanhada pelas respectivas Irmandades, duas bandas de músicas marciais e para mais de 2000 pessoas. Recolhendo-se, houve uma ladainha, e descida da bandeira, segurando nesta diversas meninas trajadas de branco, encerrando-se o ato com lindo fogo de artifício, feito pelos pirotécnicos desta localidade. a comissão cumpriu fielmente o seu mandato, não poupando nada.
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Vigilância Sanitária
Violência
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