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| Pintura do Artista Plástico bonitense Marcelo Júlio retratando o Massacre |
Há 200 anos, o capitão-general Luís do Rego Barreto, derradeiro governador régio pernambucano, em nome da defesa da ordem monárquica e da religião, mandou sufocar barbaramente um ajuntamento de sem-terras fundado no Sítio da Pedra do Rodeador, em Bonito, município do Agreste pernambucano, a 135 km da capital. Esse episódio é considerado o primeiro movimento sebastianista do País.
Os camponeses do Rodeador criam que com o retorno de D. Sebastião, soberano português morto nos areais marroquinos de Alcácer Quibir, em 1578, em luta contra os filhos de Maomé, uma nova era de felicidade seria inaugurada, e eles, os eleitos, seriam agraciados com a posse da terra, vivendo em um reino repleto de felicidade. No período em que surgiu o ajuntamento, Pernambuco mal havia se livrado dos ferretes provenientes do movimento rebelde de 6 de março de 1817. Por isso, pensou-se que ali se maquinava contra a Coroa e se fomentava uma contra-revolução.








