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domingo, 17 de outubro de 2021

Artigo: "Nós nem cremos..." - Por Lindoberg Campos


Por vezes é difícil acreditar na percepção de história como eterno retorno do mesmo. No entanto, parece que se criou um portal mágico temporal, a que chamamos Brasília, que sempre nos surpreende com sua capacidade de gerar imagens que parecem ter sido capturadas na longa luneta do tempo. As imagens de blindados da Marinha desfilando no eixo monumental de Brasília para levar um convite – aceitemos o fato de não haver correio institucional – ao Palácio do Planalto reacendeu um debate que parece rondar o cotidiano brasileiro como um fantasma perpétuo. As manchetes dos jornais exploraram fotos de blindados com o congresso ao fundo. O jogo de imagens criou o simbolismo necessário para refletir sobre nossa herança democrática sempre ameaçada. A imagem, contemporânea, acionava um pretérito que era apenas um quadro na parede, mas que ainda dói.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Bonito tem história e historiadores - Por Luciano Pinheiro


O filho caçula do ex-prefeito de Bonito, Gonçalo Pinheiro, Luciano Pinheiro, usou sua conta no Instagram para destacar a importância dos historiadores Dr. Lucídio e Flávio Cabral. Veja abaixo o texto publicado por Luciano.

“José Lucídio de Oliveira: biografia do médico Alberto d'Oliveira ( 1985-1966 ), "Memória em nome do pai". Flávio José Gomes Cabral: "Velhos engenhos e antigas famílias de Bonito" e "Bonito, das míticas caçadas à indústria do turismo. Histórias reveladas de uma cidade do século XVIII ".

Sou filho caçula de Gonçalinho e Demi. Gonçalo Sabino de Araújo Pinheiro, Perfeito de Bonito em 1933, como interventor e posteriormente foi eleito pelo PSD, de 1935 a 1939. Tenho avós fundadores do engenho Tipim, além de Alfredo Álvares Pereira que era tabelião e o desembargador Dr. Nestor Diógenes de Melo, narrados nestes livros. Dr. Nestor, depois, meu querido tio e padrinho.

Parabéns bravos historiadores, que mergulham a pescar memórias perdidas no tempo”

Luciano Pinheiro.


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Tecnologia para democratizar o ensino - Por Édney Quaresma

Édney Quaresma - CEO da Really Experience | Créditos Daniel Silva
Algumas prefeituras estão adotando equipamentos móveis para fazer chegar o ensino à distância em algumas regiões. Essas remessas, mesmo insuficientes, também poderão entrar na rotina pedagógica das escolas após a pandemia. Escolas particulares também já trabalham com essa linha, de digitalizar mais o ensino. É desse futurismo imediato que precisamos falar, ou melhor, já não é mais um futurismo, estamos demorando demais.

Moro em Castanhal, região metropolitana de Belém. Falar de tecnologia nessa ponta do Brasil ainda é um desafio. Estou rodeado por comunidades que sequer possuem saneamento básico, por povoados que caminham horas e cruzam rios a barco para estudar embaixo de estruturas quentes, com chão de terra. Como falar de tecnologia nesses espaços?

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Proteger, Garantir e Efetivar: 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente - Por Maria de Lourdes da Silva

Após anos de luta por mudanças na legislação voltada à população infanto-juvenil, o parlamento brasileiro conseguiu aprovar a Lei 8.069 – Estatuto da Criança e do Adolescente, sancionada no dia 13 de julho de 1990. Trata-se de um marco histórico para as políticas sociais e de garantia de direitos no País, tornando a criança e o adolescente Sujeito de Direito e Ser em Desenvolvimento.

Esta conquista não seria possível sem o trabalho intenso dos movimentos sociais, entre eles, o Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua, da cidade do Recife, que buscavam intensamente superar a lei arcaica então vigente – o Código de Menores – oriunda dos governos militares e que pregava uma política menorista, ou seja, inferiorizava crianças e adolescentes, tratando-as como meros objetos sem direitos e cujas condutas eram rotuladas sem distinção quando praticadas por crianças ou por adolescentes, evidenciando um caráter inumano, pois desconsiderava as especifidades de cada faixa etária.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Um lugar chamado Camocim - Por Maria José Barboza

A região Agreste /Semiárido no atual estado de Pernambuco, apresenta uma concentração de sítios arqueológicos para o estudo anterior a colonização portuguesa no Nordeste. A maioria dos sítios apresentam pinturas rupestres, material cerâmico, de fibras de Caroá e Ouricuri. Muitos sítios arqueológicos estão catalogados em Caruaru, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e muitos outros ainda estão para serem pesquisados em municípios como Bezerros, Altinho, Cupira, Panelas e Gravatá. Embora, saibamos pouco sobre esses sítios e os habitantes antes de Cabral, essas informações são significativas e importantes para pensar a história dos municípios nessa microrregião, a exemplo de Camocim de São Félix.

A palavra Camocim significa “pote de barro“, a etimologia foi estudada por filólogos como José Lourenço de Lima, natural de Camocim, professor atuando no Recife, escreveu diversos artigos para o jornal Diário de Pernambuco. Também o escritor Sebastião de Vasconcelos Galvão no Dicionário Corográfico, Histórico e Estático de Pernambuco, escreveu que Camocim é vocábulo indígena, citando estudos da etimologia da palavra realizados por autores como José de Alencar, no livro Iracema. Entretanto, de acordo com o Livro de Tombo da Igreja Matriz da Paróquia São Félix de Cantalice, o termo mais aproximado do vocábulo estudado seria Camotim = pote, mudando o t em c por eufonia, não só porque se aproximava da origem da palavra, mas também concordando com as informações dos antigos do lugar que afirmavam terem sido encontrados no local, várias peças de barro lembrando a forma de potes e panelas, de uma argila que parecia ser muito antiga. Além disso, o nome Camotim ou Camocim se referia a uma serra antes mesmo da constituição de uma povoação pertencente ao município de Bezerros.

Essas informações possibilita várias interpretações sobre a ocupação humana e a história do local, mas o objetivo ao escrever esse texto é chamar a atenção para o silêncio acerca dos índios na maioria nas cidades no Agreste /Semiárido de Pernambuco, a exceção de Pesqueira e Poção, Alagoinha, Venturosa e Pedra; Águas Belas, onde habitam respectivamente os povos indígenas Xukuru do Ororubá, Xukuru de Cimbres e Fulni-ô. Acredito que esse silencio em cidades como Camocim, Bonito, Caruaru, entre outras, deva-se a política indigenista do Governo Imperial que em meados do século XIX, especificamente, após a Lei de Terras de 1850 e a regulamentação em 1854 tornou devolutas as terras dos antigos aldeamentos indígenas, afirmando que em Pernambuco não havia mais índios, pois os mesmos estavam confundidos, misturados com a massa da população e disponibilizando as terras dos antigos aldeamentos para os fazendeiros antigos invasores. O discurso político sobre o desaparecimento dos índios, tinha como objetivos o controle das terras indígenas e a transformação dos índios em trabalhadores assalariados em substituição a mão de obra negra escravizada em vias de extinção legal, o que ocorreu com a Abolição. Na província de Pernambuco, essa política negou a identidade indígena, justificando a extinção dos aldeamentos e transformando índios em trabalhadores assalariados em fazendas da região. Essa política indigenista negando identidade indígena exaltava a mestiçagem, a exemplo, da identidade “cabocla” uma categoria historicamente construída articulada aos conflitos de terra do século XIX. Porém, é importante afirmar que os índios não foram convertidos ou “civilizados” nos moldes esperados pelos religiosos e políticos do Império.

Nesse contexto de desafios e muitas trocas socioculturais entre índios e não índios os povos indígenas transformaram e rearticularam as expressões socioculturais, ritos e crenças, adaptando-as as condições da sociedade na época. Desafios e rearticulações que podem ser percebidas nas entrelinhas das fontes históricas, mas, sobretudo, nas mobilizações indígenas ao longo da história, e, especificamente, a partir de fins da década de 1980 após a aprovação da Constituição Federal em 1988, quando ocorreram grandes mobilizações indígenas pelo direito a demarcação das terras, como reconheceu a Carta Magna, em várias regiões do Brasil e em Pernambuco, como foi o caso dos Xukuru do Ororubá nos municípios de Pesqueira e Poção.

Os discursos oficiais sobre “desaparecimento” dos índios e os preconceitos enfrentados pelos povos indígenas que em geral são ignorados sobre a riqueza histórica e sociocultural na História do Brasil que precisamos conhecer, mas a partir das atuações dos indígenas afirmando as identidades em busca do reconhecimentos de direitos termos a oportunidade de revisitar essa história, para pensar a Educação em nosso município, uma vez que a Lei nº 11.645/2008 determinou a inclusão na Educação Básica o ensino sobre a história e culturas dos povos indígenas, considerando, dentre outras informações, os dados do Censo IBGE/2010 quando apontou um número significativo de pessoas que se autodeclararam indígenas em Camocim de São Félix e municípios vizinhos como Sairé, Bezerros, São Joaquim do Monte e Bonito.

Maria José Barboza Mestra em História - UFPE
Membro da Academia de Letras, Arte e Ciências
de Camocim - ALACC


Pessoas: como gerenciar sua equipe e potencializar suas competências - Por Cleide Cabral

Uma boa gestão de pessoas pode ser a chave do sucesso para sua empresa. Manter os colaboradores motivados, engajados com as atividades e comprometidos, não é tarefa das mais fáceis, mas com empenho da gestão e liderança é possível transformar o capital humano das empresas em seu diferencial competitivo.

Quem se identifica com as seguintes afirmações?: - “Funcionário é tudo folgado”, “Na hora de receber o salário é bom, mas cumprir com suas obrigações...”, “Quando está procurando emprego topa fazer tudo, depois que entra muda” essas e outras frases é muito comum ouvir do empresário e por outro lado, também é comum ouvir as queixas do funcionário de que “todo trabalho é ruim”, “só querem sugar nosso sangue”, “somos apenas número”.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

O Banco da Terra e o Direito de Herança - Por Luciano Carvalho Júnior

Luciano Caldas Pereira de Carvalho Júnior
é advogado e membro da Alacc
Nos Municípios de nossa região existem muitos imóveis rurais de pequenos tamanhos: minifúndios, imóveis rústicos, propriedade familiar.

Está definida como “imóvel rural que, direta e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, lhes absorva toda a força de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração, e eventualmente trabalho com a ajuda de terceiros”.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

O Brasil estranho a si mesmo - Por Lindoberg Campos

O Brasil é estranho a si mesmo. Esse parece ser um axioma incômodo porque, ao longo do tempo, não se demonstrou refutável. Mas o risco de se tornar clichê também policia essa “verdade” que parece tão desgastada. O Brasil continua estranho a si mesmo porque tornou-se narcísico ao enxergar no espelho que criou apenas a imagem que escolheu ver.

É preciso compreender essa estranheza a partir de uma imagem pretérita e já fartamente usada, mas que continua atualíssima apesar da distância temporal que nos separa; refiro-me à Canudos. Há muito que o episódio do arraial baiano se tornou uma metonímia do que é o Brasil. Distante do poder central que, embalado por um Positivismo tacanho e por um “bando de ideias novas” e sem fundamentação, pensava e organizava o modelo social, Canudos foi acometido pela sanha da indiferença e o desejo de aniquilamento do diferente.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

O silêncio dos Bacamartes - Por Wagner Wilker

O Bacamarte é uma arma de fogo, de cano curto e largo, reparada em coronha. Ao longo de centenas de anos, recebeu diversos nomes de acordo com o tipo que eram utilizado, como o bacamarte de Boca-de-sino, cujo cano vai alargando até à boca; remonta a século XVI. No Brasil, mais especificamente no nordeste, o Bacamarte também é conhecido como Reiúna, Reúna Riúna, Riúne e Granadeira.

sábado, 20 de junho de 2020

Artigo: São João e seu novo tempo - Por Luciano Caldas Pereira de Carvalho Júnior

São João festa da colheita, considerando que nossa região tinha sua economia baseada na agricultura. Hoje, festa do turismo. Para mim, a festa mais alegre e interessante dos ciclos pernambucanos, carnaval, páscoa, junino, tempo comum, e o do natal.

O ciclo junino, vem depois da Páscoa, iniciando-se no mês de maio, dedicado a virgem Maria, ainda hoje no Recife e nas cidades do interior do Estado, noites de reza e cânticos são realizados nas igrejas, em salas de lares e salões de condomínios, bem como as salvas de tiros às seis da manhã, ao meio dia e às seis da noite, que fico a escutar, da Flor da Mata ou do Recife, os tiros de ronqueira, dados da Fazenda do Bosque, solta de Zé Gomes. O ápice do mês é no derradeiro de maio (dia 31), quando grandes procissões, reuniões de amigos e vizinhos, para rezar o terço são realizadas com mesas fartas, e salvas de fogos de artifícios, sendo assim a primeira festa.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Agora e falta, e toda falta sobra saudade - Por Leniclécio Miguel

Deixou para trás o portão que agora será somente lembrança. Não olhou novamente para o que deixara – a vontade de seguir e encontrar o seu próprio caminho era mais forte que o destino. O pai ao lado levando suas bagagens no único meio de transporte que tinha – um carro de mão de madeira, que era usado para transportar as macaxeiras e as batatas que ele colhia em seu roçado. Em cima, duas malas velhas, uma mochila e algumas marmitas que sua mãe caprichosamente fez para suas refeições durante a viagem. [...]

domingo, 31 de maio de 2020

Café, cana e flores - Por Wagner Wilker

Desde o seu descobrimento, Bonito tem se destacado por tudo que a natureza proporcionou a este lugar. A localização privilegiada na zona de transição entre o Agreste e a Mata faz de Bonito um lugar abençoado com terras férteis. Entre os séculos XIX e XX, Bonito ficou conhecido pela produção de bons cafés, sendo inclusive premiado em concursos na Europa. Os grandes investimentos dos coronéis na época era justamente as lavouras de cafés espalhadas por grande parte do município, hoje, o que ficou de lembrança dessa rica época, são os terreiros onde os frutos eram secados.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Aceita um cafezinho? - Por Leniclécio Miguel

Há alguns meses fui a uma churrascaria com rodízio de carnes, me confraternizar com amigos. Carnes suculentas passando frente aos nossos olhos, buffet com variedades de acompanhamentos, atendimento acima da média. Sobremesa? Cada uma melhor que a outra. Exagerei. Digo, exageramos.

- Garçom, uma água com gás, por favor.
- Pois não, senhor.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Carta aberta à população de Barra de Guabiraba - Por Leniclécio Miguel

Leniclécio Miguel
Um bonitense com alma guabirabense, esse é Leniclécio Miguel, bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão de Pessoas, Palestrante Profissional, Coach Profissional e Gestor Pedagógico.

Miguel, que sempre frequentou Barra de Guabiraba, cidade onde seus pais residem há 10 anos, e que o próprio já mora há 2 anos, passou por um momento complicado por conta de um problema de saúde. Segundo ele conta na carta, em vários momentos precisou da assistência da gestão pública municipal, principalmente na pasta da saúde, e sempre foi atendido.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Liberdade ainda que tardia! - Por Weslley Nascimento

Pena de morte. Enforcamento em praça pública, mas não só isso, decapitação e esquartejamento. A cabeça encravada na Villa Rica, em praça Pública. E o resto do corpo? Foi espalhado em uma via que ligava o estado de Minas Gerais ao do Rio Janeiro.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Dia de São José, o verdadeiro começo das festas juninas - Por Wagner Wilker

Quem nunca ouviu falar que o dia de São José é o dia de plantar milho? Essa história é típica do nosso nordeste, principalmente entre nossos agricultores. Pois bem, vamos falar um pouco sobre isso.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Saudades de Fevereiro - Por Lau de Neco Ouro

Carnaval em Bonito década de 60 - Foto: Acervo Pessoal/Dr. Lucídio Oliveira
Final da década de 60, as comemorações da Festa de São Sebastião chegava ao seu final, as barracas que ficavam por trás do mercado público, nas ruas próxima a praça e em volta da mesma, eram desmontadas e com elas o parque de diversões com suas canoas e onda giratória; Roda gigante era coisa pra inglês ver, não posso esquecer dos palanque do pastoril, banda de música e por fim o de arrematação.

domingo, 8 de setembro de 2019

Meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil…e vermelho - Por Lindoberg Campos

Fonte da imagem: Pátria, de Pedro Bruno (1909), óleo sobre tela
Euclides da Cunha nos deixou uma lição ímpar: não reduzir a compreensão de Brasil a conceitos prévios e absolutos. Para quem ousou se lançar na leitura de sua obra, Os sertões, fica clara a virada de perspectiva de seu autor sobre o que era o Brasil. Se antes do contato com “nossos rudes patrícios” se apresentava um escritor convicto nas suas ideias de que a República deveria levar a “civilização” para o indômito interior por meio de seu braço armado, a realidade de uma nação que relega o seu próprio povo ao esquecimento e o lança à sorte mostra que a complexa teia histórica carrega em seu berço muito mais dinamicidade e traumas que poderíamos supor.

Somos, oficialmente, há 197 anos uma pátria. Pátria amada, Brasil. E nesses quase dois séculos assistimos atônitos às mais diversas tentativas de dar um sentido de identidade coesa e una. Mas o conceito de pátria ou nação é relativamente recente na história da humanidade. Data do século XIX a partir das lutas de independência dos Estados nacionais protagonizados na Europa. Desde então se convencionou buscar no passado momentos históricos e narrativas fundacionais que fossem fontes aglutinadoras de um senso de pertença o qual os indivíduos pudessem compartilhar.

No romantismo brasileiro, buscamos no indígena o mito identitário original para suprir uma lacuna de diferenciação para com a herança lusitana, mas esquecemos que o poder imperial brasileiro, patrocinador dessa busca ensandecida, trazia em seu pretérito a mácula de massacres e dizimações de populações inteiras de tribos indígenas. Fez-se do índio mero acessório imagético sem uma efetividade de sua participação na constituição e construção de uma identidade nacional. Sequer a República foi capaz de sanar tais problemas. Na sanha do progresso cego e inumano, as armas republicanas varreram à baioneta os movimentos populares, renegando uma possibilidade de cidadania e identidade na construção da nova imagem de nação e ainda validou o racismo estrutural por meio de teses científicas, ampliando o abismo humano no país.

Ainda que se represente o Brasil sob a égide do verde-amarelo da bandeira republicana, herdeira da imperial, o nome pelo qual designamos esse imenso território possui raízes etimológicas que remetem a “vermelho como brasa”. Sim, somos vermelhos na origem. Era a tinta vermelha extraída do pau-brasil que tanto encantou os europeus que dizimaram nossas florestas em busca do lucro econômico. Vermelhas eram as peles pintadas dos indígenas quando da chegada dos colonizadores lusitanos, franceses, espanhóis e holandeses. Antes de ser pátria amada Brasil, essa terra era Oreretama, Pindorama, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz e de todos nós! Ao vermelho originário agregaram-se o verde da Casa de Bragança, o amarelo dos Habsburgo e o anil republicano.

Contemporaneamente, como se o espectro de um patriotismo tosco e mesquinho, herdeiro do regime militar, tivesse despertado de seu sono tumular, ouve-se aqui e acolá frases acerca do senso de patriotismo brasileiro sempre subordinado a uma concepção única ou sob a égide de uma instituição ou outra.

Pátria não é, ainda que pareça, definível ou tutelada por essa ou aquela instituição. No modelo republicano, no qual pretensamente estamos inseridos, pátria é um conjunto de crenças, valores e instituições que dialogam, intercambiam e perfazem uma pluralidade necessária. Não bastaria conhecer a Lei 5.700/71, como se ela reduzisse a compreensão substancial dos símbolos patrióticos, se faltasse o conhecimento efetivo das vicissitudes históricas e temporais que solidificam determinadas escolhas.

Ser patriota não é apenas aquele que se coloca diante da bandeira com gestos e ações orquestradas e canta o hino com vigor. Ser patriota também é saber que essa mesma bandeira que tremula no mais alto céu está transvestida de sangue, dominação, guerras, alijamentos sociais pretéritos e contemporâneos. A criticidade não apequena ou invalida o senso de patriotismo, mas o lança no porvir que permite uma construção mais cidadã, fraterna e igualitária de uma nação que se pretende verdadeiramente humana.

É preciso ampliar o entendimento de pátria para além de uma compreensão reducionista, ideológica, ufanista e partidária. Pátria, como dizia Mário de Andrade, “é o acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der…”.

Mais importante que declamar “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá” é saber que, se não houver políticas públicas efetivas na área de proteção ambiental e remanejamento do resíduos, em breve não existirá mais palmeiras, sequer sabiá que possa cantar. Mais efetivo que discutir “integração hodierna do indígena à sociedade” é saber se essa mesma “sociedade” possui políticas inclusivas, ou se, por trás de um discurso pretensamente democrático, ocultam-se interesses escusos e neocolonialistas.

Não é preciso estar “abancado à escrivaninha em São Paulo” ou em qualquer lugar desse imenso chão nomeadamente Brasil para, tal qual no poema Descobrimento na epígrafe acima, se surpreender com a ignota percepção de que “na escuridão ativa da noite que caiu, um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos, depois de fazer uma pele com a borracha do dia, faz pouco se deitou, está dormindo. Esse homem é brasileiro que nem eu”. Se a Constituição de 88, dita cidadã, já trazia em sua letra o princípio da dignidade humana e o dever do Estado em prover condições mínimas de oportunidades de emprego e habitação, percebe-se que contemporaneamente os deveres são negligenciados e até mesmo colocados em xeque.

Pátria não é arena de ringue das paixões políticas, da divisão “nós e eles”, como se os muros resolvessem litígios crônicos. Pátria é a ágora do debate claro e limpo de opiniões divergentes, mas que se irmanam na luta pelo direito coletivo e individual da condição mínima de qualquer ser humano: viver com dignidade.

Brasileiro não é apenas aquele indivíduo que se julga definidor de critérios, ou o que possui condições financeiras favoráveis. Brasileiros são todos aqueles que madrugam à espera do ônibus no subúrbio para trabalhar nos centros urbanos; são todos aqueles que se amontoam nos trens lotados e se esmagam num sistema de transporte precário porque a corrupção desviou o dinheiro; são todos aqueles que lutam contra o sol impiedoso para manter vivo o gado e a lavoura no semi-árido já que as políticas governamentais não são aplicadas de forma eficiente e eficaz; brasileiros são todos aqueles que cotidianamente são martirizados em filas de hospitais; na busca do alimento vital para sua prole; brasileiros são os negros carregados nos tumbeiros e que deixaram como herança apenas a força, vontade e esperança de um dia terem seus direitos garantidos minimamente; são os índios dizimados no passado e que no presente veem um futuro ameaçador de mortes e perseguições a repetir os erros históricos numa espiral infinita.

Não é preciso que uma nova Canudos (como se já não houvesse tantas nos subúrbios, favelas e periferias) se levante como um grito de clamor a nos acordar do nosso sono dogmático de uma compreensão tacanha e mesquinha de patriotismo. O amor à pátria não se exibe tão somente nos desfiles militares do tradicional 7 de setembro, mas também subsiste no carnaval da raça que ganha as ruas e exibe o caldo cultural mais genuíno e múltiplo de uma nação que se faz com suor e sangue.

Lindoberg Campos
Livre-pesquisador do Ateliê de Humanidades e doutorando em literatura (PUC-RJ)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Vamos falar sobre (in)gratidão - Por Leniclécio Miguel

Sei que a carapuça servirá para alguns, mas como não é a minha intenção, resolver meus desafetos publicamente, vou generalizar. É notável que as relações interpessoais existem por algum interesse. Seja de companhia, de aprendizado, de afeto, de admiração, de alpinismo social, oportunismo...

... Obviamente, cada um se aproxima do outro, com uma expectativa. Mas, e quando essa expectativa não é suprida? E quando o outro se afasta, sem ao menos lhe dar o benefício da dúvida? Ou quem sabe, o bastão do perdão incondicional? Quem realmente, nesta vida, está disposto(a) a sacrificar um pouco de sua vida, por alguém?

Encaro as relações, como possibilidades. Possibilidades de aprofundar-se no mundo e vida do outro, e por fim, conhecer tanto, e se achar parecido(a), ao ponto de não suportar os nossos defeitos que encontramos no outro. "É que Narciso acha feio o que não é espelho", aqui, Narciso acha incômodo, o que reflete do outro, para si.

Dizem que quando apontamos um defeito no outro com veemência e incômodo, é porque, este defeito, é latente na gente. Penso, que existem situações que realmente cabem uma reflexão, e o convite a Freud, para que o dileto explique.

Mas vida sendo vivida, nos deparamos com gente de todo tipo de gente. Aqueles que dizem nunca, e cedem sempre. Os que dizem jamais, e sempre fazem. Paradoxos de uma vida repleta de externos. O "onto", aqui, fica para depois; normalmente naquelas crises existenciais, que se "curam" com uma noite de vodca, laranja e gelo; ah, e um amigo "bobo", para ouvir as lamúrias.

A ingratidão acontece, quando alguém não consegue nivelar o ideal com o real, ou seja, os seus parâmetros de gratidão. Então, há a frustração. Um afastamento, um distanciamento ou uma "DR". Conheço algumas pessoas que se afastaram sem me dar a chance de saber o meu erro, condenação sem defesa.

Para estas, tomo uma dose cavalar de IMPLACABILIDADE. Sou flexível até o ponto que, o bambu -, o meu -, tende a rachar. Ser implacável, é de fato, uma decisão difícil, mas com benefícios. Você não fica refém dos motivos do outro, e nem dos porquês que o outro teve para se afastar. Você apenas não aceita mais a possibilidade de uma reaproximação.

A fraqueza do outro, não obriga a você, sob nenhuma hipótese, da misericórdia. Do perdão. Da concessão. Se teve motivo para se distanciar, que resolva-se. Não lhe explicou os motivos? Siga! Mas siga de cabeça erguida, pois existe o bem, até naquilo que pensam fazer mal, a ingratidão é uma delas.


Leniclécio Miguel é bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão de Pessoas, Palestrante Profissional, Coach Profissional e Gestor Pedagógico.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Inteligência Emocional: Por que fazemos o que fazemos? - Por Leniclécio Miguel

Esses dias estava pensando sobre esse tema, mesmo antes de colocá-lo em votação para sugestão de artigo, aqui no nosso blog. E, refletia sobre esta pergunta: “Por que fazemos o que fazemos?”, no livro Inteligência Emocional, do PhD. Daniel Goleman, ele conceitua a inteligência emocional sobre a capacidade que o indivíduo tem de agir racionalmente sobre suas emoções e sentimentos, refletindo, sendo empático, utilizando de sua inteligência racional para se sobressair de algo ou alguma coisa que, de repente, lhe causa desconforto ou lhe prende. Mas, o por que fazemos o que fazemos?, não se restringe apenas à inteligência emocional, mas também, à neurociência.

Estima-se que uma criança adquire padrões repetitivos de seus pais ou pais substitutos a desde bebê até os 12 anos de idade, e isso fica mais fácil de adquirir até os 8 anos de idade. Aquilo que ouvimos, sentimos, vimos serão os nossos padrões e crenças que levaremos para toda a nossa vida, e isto pode ser bom ou ruim. Crença ou padrão, tem a ver, com o que fazemos e acreditamos, mas não necessariamente o que é real e verdadeiro.

“Instalaram” na gente, e de repente, inconscientemente, às vezes, repetimos esta crença, sem nos darmos conta. Existem crenças profundas, que somente um profissional pode identificá-la em você, e tratá-la. Para isto, sugiro um bom profissional de coach -, que com técnica e ferramentas adequadas -, fará com que você elimine suas crenças limitantes e obtenha resultados extraordinários, através de alguns exercícios e tarefas.

Costumo utilizar o CICLO DAS CRENÇAS, por sabermos que as crenças são desenvolvidas em nosso cérebro, podemos reprogramá-las, isso quer dizer, em momentos, tudo que você acreditava ser verdade em sua vida, pode mudar, e isto pode ser a grande oportunidade em sua vida para eliminar as famosas frases: “Eu nunca vou ser feliz!”, “eu nunca vou ter dinheiro suficiente para ser rico”, “eu nunca vou ser magra(o)!”, “dinheiro só se ganha com muito trabalho, suor e fazendo o que não se gosta de fazer”, e outras crenças limitantes. Por isso, acredite: TUDO ISSO PODE SER MUDADO EM UM MOMENTO. Sabe por quê? Porque do outro lado, já sofremos isto, e não foi algo que foi repetido em nossa vida, bastou apenas um IMPACTO EMOCIONAL, para que tudo isto acontece em nossas vidas, e passássemos a acreditar naquilo.

Imagine uma mulher flagrando o marido a traindo, em questões de segundos, ela registra aquilo no cérebro, que registra em todo seu corpo, e essa reação pode criar uma ÂNCORA NEGATIVA, que vai fazer com que ela, toda vez que encontre um homem parecido com o seu marido, ou que repita algo que o seu marido fazia, ela vai levar um choque emocional e dizer para si mesma: “nenhum homem presta!”, “vou ser traída novamente”. Felizmente, já atendi clientes que tinham essas âncoras negativas, e fizemos nossas sessões com muita diligência, onde esses obtiveram resultados extraordinários.

Continue lendo o Artigo AQUI.

Leniclécio Miguel é bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão de Pessoas, Palestrante Profissional, Coach Profissional e Gestor Pedagógico.

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Vila da Cohab B.Bandinha Bacamarteiros Bada de Bentivi Badminton Baile da Saudade Bananeira do Curvelo Banco do Nordeste Banda Musical do Biu Barra de Guabiraba Barragem do Prata Barragem Serro Azul Bastidores Belém de Maria Belo Jardim Bentivi Bezerros BIEsp Bloco Vale Verde Blog do Wagner Wilker Blog Eu Amo Bonito Boi Glorioso Boi Lavrado Bombeiros Bonitense Esporte Clube Bonitenses Bonito Bonito EcoParque Bonito Grill Bonito Handebol Bonito na História Bonito na TV Bonito Pedall Bonito Radical Bonito Runners Bonito Running Bonito Stand-Up Comedy Show BonitoPrev Bora Pernambucar BR-104 Brasil Brejão Brejo da Madre de Deus Breno Borba Brigada Municipal Voluntária Cachoeiras Câmara de Vereadores Câmara dos Deputados Caminhada da Paz Camocim de São Félix Campanhas Campeonato Municipal de Futebol de Campo Campeonato Municipal de Futsal Campeonato Pernambucano A-1 Campeonato Pernambucano A-2 Campeonato Pernambucano A-3 Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat Capoeira CAPS Carlinhos Vilela Carlos Henrique Vilela Carnaval Cartório de Registro Civi l Cartório de Registro Civil Caruaru Caruaru do Dene Casa da Justiça e Cidadania Casa das Juventudes Cássio Cabral Catende Cavalgada Cayo Albino CBMPE CELPE Censo 2022 Centro Cultural Maestro Biu da Banda Centro de Eventos Maguary Centro Educacional Paulo Freire César Lucena Chuva Cine Sesi Classificados 360 Click360 Clima CMPQ COESCAP Colégio Interativo Colégio Municipal Paulo Viana de Queiroz Colônia Rio Bonito Coluna de São Pedro Coluna Direito e Cidadania Coluna LivreMentes Coluna Show Coluna ZooPet Comagsul COMDICA Compaz COMPESA Complexos Esportivos COMSEG - Conselho Municipal de Segurança Pública COMTURB COMUNICADO Comunidade Água Vermelha Comunidade de Carrilho Concurso Conferência Confraternização Congresso Conselho Tutelar CONVITE Coordenadoria da Mulher Coordenadoria Municipal de Defesa Civil -CMDC COP27 Copa Novo Talentos Cordel Correios Corrida da Galinha Cortês Covid-19 Cozinha Saudável CRAS CREAS Crime Ambiental Crônica Cultura Cupira Cursos Curta na Serra D. Maria do Carmo Viana Daniel de Floresta Danilo Cabral Data Comemorativa Debate Rio Bonito Decisão Bonito FC Decisão Bonito/Futsal Decreto Defesa Civil Delegacia de Bonito Denúncias Dep Túlio Gadelha Dep. Alessandra Vieira Dep. Antônio Coelho Dep. Claudiano Filho Dep. Clodoaldo Magalhães Dep. Eriberto Filho Dep. Eriberto Medeiros Dep. Felipe Carreras Dep. Fernando Filho Dep. Fernando Rodolfo Dep. Gonzaga Patriota Dep. João Campos Dep. João Paulo Dep. João Paulo Costa Dep. Joãozinho Tenório Dep. Laura Gomes Dep. Marília Arraes Dep. Ricardo Teobaldo Dep. Rodrigo Novaes Dep. Romero Sales Deputado Alberto Feitosa Deputado Jorge Côrte Real Deputado Pastor Eurico DER-PE Desafio das Serras Desaparecido (a) Destaque DETRAN-PE Diário Bonitense Diário do Agreste Dicas da Gabi Dicas do Blog Dicas360 Didi do Paed Dilma Rousseff Diocese de Caruaru Diogo Carlos Direto da Capital Diretoria de Esportes Diretoria de Juventude Divulgação Doação Documentário Douglas Cintra Dr. Coutinho Filho Dr. Edmilson Henauth Dr. Eucaé Miranda Dr. Fernando Júnior Dr. José Abrantes Dr. José Carlos "Novo" Dr. José Pinheiro Neto Dr. Lucídio Dr. Lucídio José de Oliveira Dr. Marcone Borba Dr. Rodolfo Godoy Dr. Ruy Dr. Túlio César Dr. Valdir Silva Dra. Priscila Farias Duguinha Duguinha Lins E. E. Pe. José Augusto E.T.E Economia Ecoturismo Ediane do Meio Ambiente Edital Edson Monteiro Eduardo Campos Educação EGAPE Eiji Morimura Eleições 2010 Eleições 2012 Eleições 2014 Eleições 2016 Eleições 2018 Eleições 2020 Eleições 2022 Eleições 2024 ELEPE Empetur Emprego Encontro de Bacamarteiros Encontro de Blogueiros Engenho Barra Azul Engenho Floresta Engenho Jardim Engenho Mágico Engenho Pendanga Engenho Serro Azul Engenho Tróia Enquetes Entre Aspas Entrevistas EPJA Equipe RedWolf Jiu-Jitsu EREM Eric Lucena Erinho da Capoeira Ernesto de Paula Esc. Bernardo Sayão Escola FJS Escola João XXIII Espaço.Vet Esportes Estádio Artursão Estreito do Norte Estupro ETE - Bonito Evento Beneficente Evento Cultural Evento Esportivo Evento Privado Evento Religioso Eventos ExpoAgro PE 2024 Exposição Fábio Júnior Fátima Borba FCC - Festival da Confecção de Cupira FE Brasil Feira de Artesanato Feira de Gado Pedro Pojuca Feira Livre Felipe Galindo Feminicídio Fenearte Feriado Festa da Divina Misericórdia Festa de Nossa Senhora da Conceição Festa de São Cristóvão Festa de São José Festa de São Pedro Festa de São Sebastião Festival Festival Cultural do Boi Lavrado Festival de Prêmios Festival do Jerico Festival Gastronômico de Bonito Festival Virtuosi FIEPE Fiscalização FisioMais Serviços de Saúde Flagra360 Flagrante Flávio Cabral Folia do Boi Lavrado Folia do Papangu Forró das Águas Fórum Fórum de Bonito Franciele Veloso Futebol360° Gabinete Itinerante Gal Birro Gastronomia GATI GCBB - Batalhão 08 Gente Que Ama Bonito Geraldo Júlio Gildo Dias Giorge de Neno Giro Policial Governadora Raquel Lyra Governo do Estado Governo Federal Gravatá Greve Grupamento ROCAM Grupo 100Xtress Grupo da Terceira Idade Grupo PAF Grupo Pimentel Grupo Resgate Guarda Municipal Guaretama Gustavo Adolfo HCP Henrique César Henrique da Gold Heron Martíns História História de Bonito Holandinha Homenagem Homicídio Hospital Regional do Agreste - HRA Hospital Regional Dr. Alberto d'Oliveira - HRAO Hotel Bella Vista Hotel Bonito Plaza Hotel Fazenda Pedra do Rodeadouro Hotel Refúgio do Rio Bonito Humberto Costa IBGE Ibirajuba Icia Iconografia Bonitense Idelbrando Pontes Igespe Igor Pontes Igreja AD Seara Igreja Batista Igreja Batista Central Igreja Congregacional Igreja do Deus Forte Igreja Presbiteriana Iluminação Pública Inauguração Incêndio Inclusão Influenza informações Informativo 360graus Instituto Serra do Rodeador Investimentos Invictus Race IPA IPA/Bonito IPTU IPVA Íris Silva Irmão Roberval IVATS Izaias de Bonito Jairo Maratonista Jarbas Filho JEB's JEP Jhones Rufino João Campos Joãozinho Tenório Joaquim Lira Joaquim Nabuco Jobson Salles Jornal O Bonitense José Abelardo Câncio de Godoy José Maria Leite de Macedo José Pinheiro Joseildo Rosa Jovens em Destaque Jucepe Julieta Pinheiro Junina Pé-de-Moleque Juninho Heráclio Júnior Heráclio Justiça Juventude que Avança Kelly Jany Kimy Morimura Laércio Queiroz Lázaro Figueiredo LBV LEAL Lei Aldir Blanc Leniclécio Miguel Leninho Filho Letícia Cavalcanti Lindoberg Campos Live LiveBlog LivreMentes Loteamento Duda Praeiro Loteamento Morená Luan Lúcia Heráclio Lucielle Laurentino Lula Lunicks LUTO Mãe Coruja Mailde de Teté Mandado de Prisão Manifesto Manoelzinho do Acordeon Marcelo Gomes Marcelo Júlio Marcos Cabeção Maria da Penha Maria Eduarda Maria Elza Maria Izalta Marília Arraes Marina Silva Marquinhos da Garagem Massacre do Rodeador Massilon Pessoa Cavalcanti Massilon Pessoa Cavalcanti Filho Matérias Maurício Ramalho Mayors For Peace MDB Meio Ambiente Memo Memória Memorial Iconográfico Bonitense - MIB mensagem Mercado da Vida Mestre Queixada Milton Olegário Ministério da Educação - MEC Minuto Saúde Missa 7º dia Momento FitoCasulo Monsenhor Miguel Monumento Pedra da Rosária Moto Fest Movimento Sebastianista Mozart Sales MPPE MST Multcoisas MundoPet Municipal de Educação Municípios Saudáveis Museu Municipal Música Natal Solidário Neidinha do Sindicato Nelson Ferreira Netcell Telecom Neto de Valmir Nota de Esclarecimento Nota de Falecimento Nota de Pesar Nota de Repúdio Nota de Utilidade Pública Nota Oficial Novembro Azul Novo PAC NUCA O Cearense OAB-PE OAB-PE/Caruaru Oficina Olimpíadas Rio 2016 ONG ACBC ONG Sabiá da Mata Operação Tapa-buracos Opinião Oportunidade Padarias Comunitárias PAED Palestra Palmares Panelas Papo 40 Parceiro Parcerias Paróquia Nossa Senhora Aparecida Paróquia Nossa Senhora da Conceição Parque Natural do Mucuri-Himalaya Parque Natural Mata da Chuva Paulo Câmara Paulo Viana de Queiroz PCdoB/Bonito Pe- PE-085 PE-103 PE-109 PE-112 PE-120 Pe. Erandi Torres Pe. Isael Torres Pe. Mário Alves Pe. Pedro Pe. Sivonaldo Pedro Pedra do Rodeadouro Pedro do Rodeador Pernambuco Pesca Pesqueira Pesquisa Pessoinha PETI PGE-PE Plano de Mobilidade Urbana PMB PMPE PNAB PODEMOS Polícia Polícia 360 Polícia Civil Politeia Política POLÍTICA360 Portal da Transparência Portaria Postagens Pousada Vale dos Lagos PP Pr. Rogaciano Silva Praça da Bíblia Praça de São Sebastião Praça Dep. Paulo Viana de Queiroz Precatórios do Fundef Prefeitura Municipal do Bonito Premiação Prêmio Destaque Bonitense Prêmio Destaque Empresarial e Profissional Prêmio Idepe Presídio Juiz Plácido de Souza Priscila Krause Processo Seletivo Professores Profº Marcos Silva Programa Bonito em LED Programa Bonito Mais Seguro Programa Educação do Campo Programa Horta na Escola Programa Minha Casa é Legal Programa O Assunto é Política Programa Uvas de Bonito Programas Federais Projeto Bonito Saudável Projeto Clarear Projeto de Lei Projeto Fut-Vida Projeto Música na Praça Projeto Social Abrace Projeto Social Esportivo Real Bonito Projetos PROJOVEM Promoção Protesto PSB PSD PSDB PT PTB Publicidade PV Bonito Queimadas Quilongá r Rádio Agreste FM Rádio Rio Bonito Rádio Verdade FM Rancho Lua Cheia Rapel Raquel Lyra Recife Rede Pita Supermercados Rede Sustentabilidade Rede-Psol Região Regional Registros Religião Renata Cristina Reportagens Republicanos Resinort Revista Plural Riachão Riacho Capema Riacho Seco Ribeira Ribeiro Godoy Ricardo Heráclio Rio Bonito Embalagens Rodeador Rodeador Cultural Rodeadouro Rodovia Dep. Ribeiro Godoy Rodrigo Pinheiro Romaria Ronaldo do Inhame Rota das Cachoeiras Rota do Frio Roteiro Criativo Rua Abdias Vilar Ruben Lima Ruy Barbosa s Sairé Sala do Empreendedor Samara Santos SAMU Sanharó Santa Cruz do Capibaribe São Bento do Una São João São João 2012 São João 2013 São João 2014 São João 2015 São João 2016 São João 2017 São João 2018 São João 2019 São João 2020 São João 2022 São João 2023 São João 2024 São João do Bacamarte 2023 São Joaquim do Monte Sassepe Saúde Saúde em Ação Saúde em Pauta SCFV Sebrae sec Secretaria Secretaria da Fazenda Secretaria de Obras Secretaria de Turismo Secretaria Municipal da Mulher Secretaria Municipal de Ação Social Secretaria Municipal de Administração Secretaria Municipal de Agricultura Secretaria Municipal de Educação Secretaria Municipal de Governo Secretaria Municipal de Meio Ambiente Secretaria Municipal de Saúde Seduc Segurança Seja Bem Vindo! SELO UNICEF Semana Santa Seminário SEMOC Sen. Fernando Bezerra Coelho Senadora Teresa Leitão Senar Sérgio Miranda Série Bonitenses Série Especial Serra do Retiro Serra Negra Serras e Artes SESI/SENAI Sessão Solene Seteq Seturcc Seturel-PE Seturjel Shopping Difusora Show de Prêmios Sílvio Costa Filho Sindicato dos Trabalhadores Rurais SISMUB Sítio Boa Vista Sítio Cochos Sítio Matias Sítio Milagres Sítio Muricé Solidariedade Som Monteiro Somopar Sorteio Sóstenes Rubano SUAS Sueli Silva Suicídio Supremo Tribunal Federal - STF Sustentabilidade Tacaimbó Taciana Heráclio Talon Eco Residence TCE-PE Tecnologia Teleférico Teleférico Gov. Eduardo Campos Tentativa de Homicídio TJPE TMZ Top Of Mind TopFive Trade Turístico Tráfico de Drogas Trânsito TRE-PE Troféu Música Boa Turismo Turismo Acessível Turismo Criativo Turismo de Aventura Turismo Rural TV Bonito TV Digital UBS José Ferreira Filho UCIPE UESBO Um pouco de história UNDIME Uniasselvi Unicef. NUCA Unimed Unopar/Bonito UPA - Bonito UPAe Dr. Xisto Zeno Valones UPE UVB-PE Vacinação Valdiane Souza Valdomiro de Souza Lima VC NO 360° vereador Vereador Abdonildo Jordão Vereador Adones Lagartao Vereador Adones Lagartão Vereador Breno César Vereador Bruno Senna Vereador Carlinhos Vilela Vereador Didi do Paed Vereador Dr. Edmilson Henauth Vereador Eije Morimura Vereador Eiji Morimura Vereador Henrique da Gold Vereador Holandinha Vereador Irmão Jorge Vereador Irmão Lourenço Vereador Irmao Roberval Vereador Irmão Roberval Vereador Irmão Zenilson Vereador Ítalo Vereador João Diniz Vereador Joseildo Rosa Vereador Júnior do Gado Vereador Marcelo do Rodeadouro Vereador Marcos da Carne Vereador Marquinhos da Garagem Vereador Massilon Pessoa Vereador Novinho - Camocim Vereador Pastor Rogaciano Vereador Paulinho de Devá Vereador Pedro do Rodeador Vereador Pedro do Rodeadouro Vereador Ricardo Heráclio Vereador Ronaldo do Inhame Vereador Sargento Sorel Vereador Toinho da Granja Vereador Walter Maroja Vereador Wladimyr Blóise Vereador Zé Batista Vereadora Anacléa de Anacleante Vereadora Andreza Pimentel Vereadora Graça de Barra Azul Vereadora Julieta Pinheiro Vigilância Sanitária Violência Viração Virada Esportiva Viva Afonso VozTVPE Wagner Wilker Walter Maroja Wendes Oliveira Wilson Lourenço Yasaki do Brasil Yazaki Bonito Yazaki do Brasil Zap360 Zé Batista Zhara Store